Olhares pelo Mundo

Congelar o corpo para reviver no futuro? É possível e já há quem o faça

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Cerca de 200 pessoas escolheram preservar os corpos depois da morte.

Criogenia, já ouviu falar? É o processo que permite colocar o "tempo e a morte em pausa", como muitos dizem. Pelo menos 199 pessoas escolheram ser criopreservados na esperança de voltarem a viver no futuro.

A Alcor - Fundação para a Extensão da Vida diz que a maior parte das pessoas que foram preservadas lutava contra cancros terminais, Esclerose Lateral Amiotrófica ou outras doenças que não têm cura.

Max More, ex-CEO da Alcor, disse à Reuters que vê a criogenia como uma “extensão da medicina”.

"Chegámos a um ponto em que os médicos de hoje desistiram. A medicina e a tecnologia já não são suficientes. Nós podemos estabilizar os pacientes, impedir que o seu estado de saúde piore e mantê-los o tempo que for necessário para que a tecnologia avance e permita que voltem à vida e continuem vivos", afirmou.

O processo de criogenia começa por preservar o corpo dentro de uma câmara com nitrogénio líquido a temperaturas de 200 graus celsius negativos. Assim, é possível manter o corpo nas mesmas condições durante vários anos.

Max More diz que também é possível conservar animais de estimação. Mas tudo isto tem um preço. Para congelar um corpo tem de pagar no mínimo 200 mil dólares e se optar por congelar apenas o cérebro, o preço é a partir de 80 mil dólares.

A Alcor diz que a maioria dos pacientes - como lhes chama - não tem esses valores e por isso recorre a um seguro de vida e torna a Alcor a beneficiária da apólice.

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