Nadadores mergulharam nas águas geladas do rio Songhua, em Harbin, no Nordeste da China, numa demonstração integrada na abertura do 42.º Festival Internacional do Gelo e da Neve. Este ano, o evento começou a 5 de janeiro e deverá durar até meados de fevereiro "se o tempo permitir", de acordo com a organização.
Esculturas monumentais feitas inteiramente de gelo, rios congelados transformados em palco de desafios físicos e milhares de visitantes atraídos por um cenário único no mundo. É neste ambiente gelado que Harbin volta a afirmar-se como a capital chinesa do inverno.
O mergulho em águas abaixo de zero é um hábito regular para os membros da Associação de Natação de Inverno da província de Heilongjiang, que conta com mais de 300 praticantes. Apenas em fato de banho e touca, os nadadores lançaram-se ao rio congelado perante dezenas de curiosos bem agasalhados nas margens.
Para Wang Fengchun, reformado de 61 anos, a natação no inverno tem um encanto especial. "É diferente de outros desportos. Quando nadamos, o corpo fica na horizontal, com o coração e a cabeça ao mesmo nível. Está frio por fora, mas quente por dentro, criando uma sensação única", explicou em entrevista à agência Reuters.
Também com 61 anos, Fan Shufang garante que a prática trouxe benefícios claros. "Desde que comecei a nadar no inverno, nunca mais tive uma constipação. Tornou-se parte da nossa vida diária", afirmou.
Esculturas, diversão e turismo em crescimento
As demonstrações decorrem no Mundo de Gelo e Neve de Harbin, festival que acontece anualmente e é conhecido pelas gigantescas esculturas de gelo, muitas inspiradas em monumentos como a Muralha da China, e que ganha uma nova dimensão à noite, quando as estruturas ficam iluminadas.
No ano passado, o evento atraiu mais de três milhões de pessoas, refletindo o crescente interesse pelo inverno rigoroso de Harbin. A cidade tornou-se um polo de atração turística na China e, de acordo com a Reuters, ao longo de 2025 recebeu um número recorde de 90,36 milhões de visitantes.
