Uma equipa de investigadores da Universidade de Fudan, na China, conseguiu integrar circuitos eletrónicos complexos no interior de uma fibra mais fina do que um fio de cabelo. O avanço, descrito como o primeiro “chip de fibra” do mundo, pode ter aplicações futuras em áreas como a roupa inteligente, a realidade virtual e as interfaces cérebro-computador.
Construir circuitos eletrónicos dentro de uma fibra extremamente fina parecia, até agora, uma ideia difícil de concretizar. Mas investigadores da Universidade de Fudan, em Xangai, conseguiram criar o primeiro “chip de fibra”, um dispositivo que integra circuitos eletrónicos no interior de uma fibra mais fina do que um cabelo humano, revelam numa publicação na revista Nature.
O que este chip consegue fazer
O novo chip foi desenvolvido pela equipa liderada por Peng Huisheng e Chen Peining. Apesar do seu tamanho muito reduzido, cerca de quatro centímetros de comprimento, o dispositivo consegue processar informação de forma autónoma.
Na prática, o chip pode decidir quando emitir luz, controlar a intensidade do brilho e escolher os pontos exatos onde essa luz é libertada, sem precisar de estar ligado a unidades de processamento externas.
Além de melhorar o desempenho deste tipo de chip, os investigadores estão a trabalhar com outras equipas científicas e parceiros da indústria para transformar a tecnologia em aplicações práticas.
Entre as áreas que poderão beneficiar deste avanço estão as interfaces cérebro-computador, os têxteis eletrónicos, como roupa inteligente, e a realidade virtual. O objetivo é acelerar a passagem da investigação em laboratório para produtos que possam ter impacto no dia a dia no futuro.
