Opinião

Nem a fleuma os safa 

Reuters TV

Quando um país da Europa do sul se mete numa alhada, tanto os nativos quanto os do norte, encolhem os ombros numa espécie de resignação de quem já esperava pouca organização.

Há, claramente, um preconceito que é tão errado e injusto quanto todos os preconceitos.

Porque, como os últimos tempos têm demonstrado com prodigalidade, os países do norte da Europa, já não são o que eram.

Se é que alguma vez foram, claro.

O Brexit é só mais um exemplo de que, como é óbvio, as trapalhadas não acontecem só onde o sol brilha mais horas.

A nível interno é o caos porque ninguém sabe, nem consegue vislumbrar, o que vai acontecer.

Ficam, saem, fazem outro referendo, tentam assinar um novo acordo com Bruxelas?

É tudo incerto.

A nível externo, já não devem restar muitas piadas por fazer sobre este Brexit.

A diplomacia internacional, sobretudo a dos outros parceiros da União, tem sido muito gentil com a confusão que se instalou do outro lado do Canal da Mancha.

Mas a boa vontade tem limites e, como sabemos, nem todos os membros da UE sabem usar luvas de pelica ou se deixam intimidar pelos indiscutíveis pergaminhos de um reino com séculos de história.

Desta vez, nem a famosa fleuma britânica consegue disfarçar o enorme embaraço que por lá vai.

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