Opinião

Comparações absurdas 

Benoit Tessier

Artigo de Opinião de Teresa Canto Noronha

É evidente que não faz qualquer sentido comparar a morte de alguém, ou de centenas de pessoas, com a perda de um edifício. Por muito importante que esse edifício seja nunca se poderá comparar com a perda de uma vida. Mas, também, não faz sentido criticar quem associou a palavra tragédia ao incêndio da Catedral de Notre Dame.


Porque, em termos culturais, religiosos e até de identidade nacional dos franceses, é uma tragédia.


Tão pouco faz sentido vociferar contra os multi-milionários que já doaram milhões de euros para a reconstrução da catedral, como se fossem uns insensíveis que abrem os cordões às bolsas para recuperar uma igreja mas não mandaram dinheiro para Moçambique, por exemplo.


As pessoas são livres de fazerem o que querem com a própria fortuna, como é evidente.


É aos estados que cabe o dever de ter o bom senso e saber onde é mais importante, e urgente, gastar.


E não creio que possa haver qualquer dúvida que os franceses têm todo o direito de quererem ver reconstruído, o mais rapidamente possível, um dos mais importantes monumentos do país.

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