Análise

Novo Banco. "Há mais um acordo secreto que os portugueses não sabiam" 

A análise de José Gomes Ferreira ao relatório da auditoria do Tribunal de Contas ao Novo Banco.  

José Gomes Ferreira considera que há duas conclusões a tirar sobre a auditoria do Tribunal de Contas ao Novo Banco, que foi divulgado esta segunda-feira.

Na Edição da Tarde, da SIC Notícias, fala sobre o dinheiro que os contribuintes estiveram a adiantar para cobrir o défice de exploração normal do Novo Banco, e diz que "há mais um acordo secreto que os portugueses não sabiam". Em causa está a possibilidade de ser necessária uma nova injeção de capital no banco.

Deixa críticas ao deputado socialista João Paulo Correia, que acusou o Governo de Pedro Passos Coelho de não ter cumprido a promessa de venda do banco em 2015. Para José Gomes Ferreira, isto é "marketing político".

"Ele está a gozar com a nossa cara."

Exige as explicações "como devem ser dadas" de António Ramalho, presidente executivo do Novo Banco, e que não se "disfarce com outro problema do passado, como fez o deputado do PS".

Tribunal de Contas revela resultados da auditoria

O Tribunal de Contas faz várias críticas e recomendações ao Governo, Fundo de Resolução e ao Novo Banco, por causa das injeções de capital público na instituição.

O Tribunal conclui que o dinheiro que tem sido injetado está a cobrir perdas da atividade geral do Novo Banco, e não se tem limitado a cobrir apenas os prejuízos gerados pelos ativos problemáticos, ao contrário do que tinha sido acordado.

O Tribunal aponta falhas à informação que tem sido prestada pelo banco. Diz que os montantes têm de ser devidamente demonstrados, validados e verificados antes de serem pagos, e lembra que é o Fundo de Resolução que tem o dever de exigir essa informação.

Apesar das críticas... o Tribunal reconhece que as injeções de dinheiro contribuíram para a estabilidade do sistema financeiro, por terem evitado a liquidação do banco.