A acusação inicial que lhe foi comunicada a 14 de Janeiro foi de homicídio de segundo grau - de 25 anos até prisão perpétua -, mas pode até vir a ser agora agravada para primeiro grau - prisão perpétua - se a autópsia tiver revelado (e os jurados o aceitarem) que os actos de tortura e mutilação sexual foram cometidos antes da morte de Castro. Segundo o Jornal de Notícias (JN), em qualquer dos casos, Renato declarar-se-á "não culpado" conforme já foi revelado pelo seu advogado, David Touger.
O objectivo é que o processo passe à fase seguinte, em que Touger tentará provar, sobretudo com base em perícias psiquiátricas, que Renato não tinha controle sobre os seus actos, por razões que lhe foram alheias, no momento do crime. Se o conseguir, tem hipóteses de obter uma condenação entre cinco e 25 anos de prisão.
Tony Castro, advogado nascido em Portugal, em declarações ao JN, afirma que já foi procurador e investigador de homicídios em Nova Iorque e refere que: "Em Nova Iorque, só 5% dos processos chega a julgamento" sendo resolvidos nesta fase com um entendimento entre o advogado e o procurador.
Tony Castro diz ainda que a aposta na "insanidade temporária" e no homicídio de terceiro grau é "a estratégia adequada para defender Renato neste momento", mas também admite o "altíssimo risco" . "Se for acusado de homicídio em primeiro grau é certa a condenação a prisão perpétua", afirma. No entanto Castro pensa que o caso não chegará a julgamento e avança até com uma previsão de desfecho: "A procuradora irá tentar uma condenação a 20 anos e a defesa puxará mais para os 15. A sentença deverá andar entre esse dois valores".
