De acordo com os documentos hoje divulgados pelo tribunal, um comité de jurados ("grand jury") entendeu que Renato Seabra agiu com intenção de matar Carlos Castro e propõe que o jovem vá a julgamento.
A próxima sessão está marcada para dia 4 de Março. Até esta data o advogado de Renato poderá apresentar várias moções para tentar anular o mais possível os argumentos da acusação. Uma das prioridades será anular a confissão que Renato Seabra fez à polícia e que constava nos documentos divulgados hoje em tribunal e entregues ao "grand jury".
Nessa confissão Renato Seabra faz novamente a descrição de tudo o que aconteceu no hotel Intercontinental no dia da morte de Carlos Castro. Renato diz que depois de ter estrangulado Carlos Castro e depois de ter percebido que este estava morto, tirou a roupa que tinha suja de sangue, tomou um banho, vestiu um fato e saiu.
Dada a gravidade destas declarações, a estratégia da defesa passará por alegar que na altura da confissão, Renato não estava na posse de todas as capacidades mentais.
Nesta sessão, o jovem de 21 anos apareceu na sala cabisbaixo, algemado, vestido com um fato-de-treino e casaco grosso, sentou-se no banco reservado aos réus e respondeu apenas à pergunta do oficial de justiça dizendo-se "inocente".
Esta declaração de inocência poderá mudar na próxima audiência. Renato poderá, por exemplo, declarar-se culpado do crime de homicídio involuntário.
No final, o advogado de Seabra, David Touger, limitou-se a repetir à comunicação social aquilo que já que tinha dito na véspera: "Planeamos uma defesa vigorosa e esperamos vir a ter sucesso no final".
Renato Seabra aguardará detido a nova audiência.
