País

Renato Seabra, acusado de homicídio simples, declarou-se inocente

Terminou há instantes a audição de Renato Seabra no caso do homicídio do cronista Carlos Castro. O jovem declarou-se inocente, como já tinha anunciado o seu advogado. Renato Seabra está acusado de homicídio simples, o que significa uma pena de 25 anos a prisão perpétua.

Renato Seabra no tribunal de Nova Iorque
O tribunal manteve assim a acusação de homicídio em segundo grau, o equivalente a homicídio simples em Portugal. A audição durou apenas cinco minutos e Renato Seabra apenas falou para se declarar "inocente".



De acordo com os documentos hoje divulgados pelo tribunal, um comité de jurados ("grand jury") entendeu que Renato Seabra agiu com intenção de matar Carlos Castro e propõe que o jovem vá a julgamento.



A próxima sessão está marcada para dia 4 de Março. Até esta data o advogado de Renato poderá apresentar várias moções para tentar anular o mais possível os argumentos da acusação. Uma das prioridades será anular a confissão que Renato Seabra fez à polícia e que constava nos documentos divulgados hoje em tribunal e entregues ao "grand jury".



Nessa confissão Renato Seabra faz novamente a descrição de tudo o que aconteceu no hotel Intercontinental no dia da morte de Carlos Castro. Renato diz que depois de ter estrangulado Carlos Castro e depois de ter percebido que este estava morto, tirou a roupa que tinha suja de sangue, tomou um banho, vestiu um fato e saiu.



Dada a gravidade destas declarações, a estratégia da defesa passará por alegar que na altura da confissão, Renato não estava na posse de todas as capacidades mentais.



Nesta sessão, o jovem de 21 anos apareceu na sala cabisbaixo, algemado, vestido com um fato-de-treino e casaco grosso, sentou-se no banco reservado aos réus e respondeu apenas à pergunta do oficial de justiça dizendo-se "inocente".



Esta declaração de inocência poderá mudar na próxima audiência. Renato poderá, por exemplo, declarar-se culpado do crime de homicídio involuntário.



No final, o advogado de Seabra, David Touger, limitou-se a repetir à comunicação social aquilo que já que tinha dito na véspera: "Planeamos uma defesa vigorosa e esperamos vir a ter sucesso no final".



Renato Seabra aguardará detido a nova audiência.