País

Jornadas do PCP na Madeira para levar ao Governo central as preocupações da região

Os deputados do PCP reúnem-se em jornadas parlamentares a partir de hoje e até terça-feira na Madeira, onde pretendem obter "um conhecimento mais aprofundado da realidade" regional, com destaque para as zonas afetadas pelo temporal de há um ano.

Ao longo de três dias, os deputados comunistas vão discutir "a situação política, económica e social" do país e da região da Madeira.



De fora da agenda do encontro deverá ficar a moção de censura do Bloco de Esquerda - que será discutida a 10 de março na Assembleia da República -, depois de no sábado os comunistas terem anunciado que votarão favoravelmente esta iniciativa, "sem prejuízo da intervenção própria" da bancada do PCP.



No dia em que se assinala um ano sobre o mau tempo que se abateu sobre a Madeira, causando mais de 40 mortos, 600 desalojados e prejuízos superiores a mil milhões de euros, a tarde é dedicada a visitas a zonas atingidas pela catástrofe, nomeadamente Moinhos, Vasco Gil e Trapiche, na freguesia de Santo António, Funchal.



"Do ponto de vista nacional é preciso haver uma intervenção no sentido de apoiar esta região e para isso vamos procurar contactar com instituições relevantes da Região Autónoma e levarmos informação para depois intervir sobre isso, com maior fundamento", afirmou o presidente da bancada comunista, Bernardino Soares.



Durante as jornadas, os eleitos comunistas vão ainda "avaliar a situação política, económica e social do país enquanto um todo, que também se sente aqui na Madeira com toda a equidade", referiu.



Na segunda-feira de manhã, os trabalhos começam com a apresentação de cumprimentos ao presidente da Assembleia Legislativa Regional e ao representante da República na região autónoma da Madeira.



Bernardino Soares explicou que o grupo parlamentar não pediu qualquer audiência ao presidente do Governo Regional madeirense, Alberto João Jardim (PSD), uma vez que o "relacionamento institucional" dos deputados se resume à Assembleia Regional e o representante da República.



Instado a comentar se a realização destas jornadas na Madeira serve para preparar as eleições nesta região, marcadas para outubro, o líder parlamentar recusou.



"Os deputados, ativistas e militantes do PCP/Madeira não estão precisados de ajuda porque têm muita força e muito enraizamento nos problemas populares para lutar contra uma política negativa como a do PSD/Madeira e de Alberto João Jardim", afirmou.



Ao final da manhã de segunda-feira, o líder comunista, Jerónimo de Sousa, e Bernardino Soares abrem as jornadas parlamentares, enquanto à tarde os eleitos comunistas contactam várias entidades regionais.



Na terça-feira, a bancada comunista reúne-se com a direção regional do PCP da Madeira, estando o encerramento das jornadas, com o líder parlamentar, previsto para as 16:00.





Lusa