No mesmo dia trágico, o temporal deitou abaixo a Capela das Babosas, junto a um aterro ilegal. A população chorou a morte de nove moradores.
O Ministério Público quis saber se nestas, como em outras situações, houve responsabilidades de âmbito criminal já que, na altura da tragédia, vários ambientalistas e políticos tinham apontado o dedo à infracção de uma série de regras urbanas.
Mais de um ano depois da tragédia, o Ministério Público entende que não há responsáveis pela morte das 48 vítimas do temporal.
De acordo com o jornal Público, a investigação concluiu que todas as mortes foram acidentais e resultaram de causas naturais. Não houve, segundo os investigadores, indícios de actos humanos, voluntários ou negligentes, que tenham provocado ou feito aumentar o número de vítimas.
O processo termina, assim, sem qualquer acusação. Os familiares das 48 vitimas estão já a ser informados.
Para o secretário regional dos Assuntos Sociais da Madeira, o arquivamento do inquérito " é o culminar de um processo doloroso para as famílias".
" É o culminar de um processo de um período de muito sofrimento e o Ministério Público trabalhou célere para bem das famílias que perderam os seus familiares", disse à agência Lusa Francisco Ramos.
O secretário regional adiantou que com o encerramento do inquérito, as famílias vão poder resolver " partilhas, receber os dividendos e as pensões" a que têm direito.
