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Mortes no temporal na Madeira do ano passado "sem responsáveis"

O Ministério Público ordenou o arquivamento da investigação ao temporal que atingiu a Madeira em fevereiro do ano passado. O procurador entendeu que não há responsáveis pela morte das 48 vítimas da tragédia. Os familiares já estão a ser informados.

A 20 de Fevereiro do ano passado, a água invadiu Santo António, junto ao Funchal. A enxurrada arrastou toneladas de lama e uma grua que estava a ser usada na construção de um viaduto. Várias pessoas morreram.



No mesmo dia trágico, o temporal deitou abaixo a Capela das Babosas, junto a um aterro ilegal. A população chorou a morte de nove moradores.



O Ministério Público quis saber se nestas, como em outras situações, houve responsabilidades de âmbito criminal já que, na altura da tragédia, vários ambientalistas e políticos tinham apontado o dedo à infracção de uma série de regras urbanas.



Mais de um ano depois da tragédia, o Ministério Público entende que não há responsáveis pela morte das 48 vítimas do temporal.



De acordo com o jornal Público, a investigação concluiu que todas as mortes foram acidentais e resultaram de causas naturais. Não houve, segundo os investigadores, indícios de actos humanos, voluntários ou negligentes, que tenham provocado ou feito aumentar o número de vítimas.



O processo termina, assim, sem qualquer acusação. Os familiares das 48 vitimas estão já a ser informados.



Para o secretário regional dos Assuntos Sociais da Madeira, o arquivamento do inquérito " é o culminar de um processo doloroso para as famílias".



" É o culminar de um processo de um período de muito sofrimento e o Ministério Público trabalhou célere para bem das famílias que perderam os seus familiares", disse à agência Lusa Francisco Ramos.



O secretário regional adiantou que com o encerramento do inquérito, as famílias vão poder resolver " partilhas, receber os dividendos e as pensões" a que têm direito.