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Grupo lança petição para criação urgente de um programa de pequenos-almoços nas escolas

Um grupo de pais e educadores lançou uma petição para exigir um programa que permita às crianças tomarem o pequeno-almoço nas escolas, porque está a aumentar o número dos alunos que chegam diariamente aos estabelecimentos de ensino com fome. 

Arquivo Reuters

Arquivo Reuters

A petição "Pelo Pequeno-Almoço na Escola" está disponível on-line em  http://goo.gl/RCCaa desde a manhã de segunda-feira. Até às 14h00 de hoje  já tinha reunido cerca de 650 assinaturas. 

A petição destaca que "o agravamento das condições de vida fez aumentar o número de crianças e jovens que passam as manhãs na escola em jejum", referido que "nos últimos meses, na comunicação social e nas redes sociais, multiplicaram-se os relatos e os testemunhos sobre crianças que iniciam o seu dia de aulas sem nada terem comido, aguardando até meio da manhã pelo leite do Programa de Leite Escolar, no 1 ciclo, ou pelo almoço, no refeitório da escola". 

A proposta dos subscritores - "dada a gravidade da situação" e porque "as respostas encontradas por professores, funcionários e associações de pais no seio da comunidade educativa já não são suficientes" - é a criação "urgente e indispensável" de um Programa de Pequenoalmoço Escolar, "destinado às crianças da Rede Pré-Escolar e aos alunos abrangidos pela Escolaridade Obrigatória, assegurando a primeira refeição da manhã a todas as crianças e jovens que o necessitem e independentemente de beneficiarem, ou não, de Acção Social Escolar". 

"Perante aquilo que me foi chegando de pessoas amigas e de professores, acerca das situações que se passam em muitas escolas, decidimos juntar uma dúzia de pessoas que dessem a cara por este objetivo de reunir mais de quatro mil assinaturas, para permitir que, no Parlamento, seja discutido em plenário", realçou o ex-dirigente da Confederação das Associações de Pais (CONFAP), Vítor Sarmento, que iniciou a petição. 

Os promotores da iniciativa darão ainda conhecimento da petição ao primeiro-ministro e ao ministro da Educação, assim como a entidades como a Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP), a Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), a FENPROF, a CONFAP e a Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIP). 

"No Facebook foi criado um evento e já há dezenas e dezenas de comentários sobre a situação. Há vários pais e professores a corroborar a situação que é denunciada na petição com aquilo que constatam nas escolas", afirmou.

Entre os primeiros signatários da petição estão Albino Almeida (Presidente da Confap), Beatriz Gomes (Movimento Escola Pública), Ana Paula Arez (investigadora), Mário Coelho (médico Pediatra) e Paulo Sucena (ex-Secretário Geral da FENPROF).

Lusa