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Um dos feridos no incêndio no Porto de Leixões vai ser operado hoje 

Um dos feridos no incêndio que hoje deflagrou no Porto de Leixões, em Matosinhos, apresenta queimaduras de segundo e terceiro graus e vai ser operado no hospital de São João, no Porto, disse à Lusa fonte hospitalar. 

JOSE COELHO

De acordo com a mesma fonte, o ferido ficará depois internado na unidade de queimados. Um outro ferido, que também deu entrada no hospital de São João, teve alta e fará medicação em casa. 

Anteriormente, a Administração dos Portos do Douro e Leixões tinha dado conta da existência de um ferido, embora sem gravidade.  

O incêndio de grandes proporções que atingiu hoje o Porto de Leixões, entretanto extinto, provocou também um morto.    

O diretor de Obras e Equipamentos da Administração dos Portos do Douro e Leixões confirmou que a queda de uma peça na desmontagem do guindaste Titan originou as explosões no Porto de Leixões e um incêndio. 

João Pedro Braga da Cruz lamentou ainda a morte de um operário. 

O Porto de Leixões continua a trabalhar normalmente, com exceção da zona afetada. 

A queda da peça do guindaste terá originado a rotura de um 'pipeline'  de gás (canalização para transporte à distância de gás), provocando de imediato várias explosões e um posterior incêndio. No combate ao incêndio estiveram envolvidos 79 elementos das forças de socorro e 25 veículos. 

"Podemos dizer que uma situação grave ficou resolvida em 30 minutos", acrescentou o João Braga da Cruz, referindo-se ao combate às chamas. 

"Temos de lamentar o falecimento de um dos operários", disse ainda o diretor de Obras e Equipamentos, recordando que outros funcionários foram socorridos prontamente, sobretudo devido a estados de ansiedade e pânico.

Na área do acidente, ainda de acordo com João Pedro Braga da Cruz, estavam a decorrer dois trabalhos, envolvendo entre 60 a 70 pessoas. 

O guindaste Titan, considerado uma peça de arqueologia industrial, está a ser alvo de uma intervenção de reabilitação que obriga ao seu desmantelamento temporário e mudança de localização. As operações começaram na semana passada.

Segundo informação anterior da Administração dos Portos do Douro e Leixões, a "instabilidade estrutural" e o "elevado grau de corrosão" estiveram na origem da requalificação do guindaste movido a vapor, do século 19. 

Com Lusa