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PS critica mudanças no Governo "em plena discussão do orçamento"

O Partido Socialista afirmou hoje que "não  se entende" uma remodelação governamental "em plena discussão do orçamento",  considerando que reforça a "imagem de instabilidade" no Governo, e destacou  que o Executivo "aumentou". 

"O dr. António Costa interrompeu este ciclo em nome de um sucesso maior: Uma vitória absoluta do PS e um PS unido. Os resultados das eleições de hoje demonstram que esses objetivos de hoje não foram atingidos e, por isso, contrariamente a atitudes recentes, consideramos que a primeira palavra para interpretação dos resultados pertence ao secretário-geral do PS", apontou José Junqueiro. (Arquivo)
SIC

O vice-presidente da bancada parlamentar do PS José Junqueiro sublinhou,  em declarações à Lusa, que saíram dois secretários de Estado e entraram  três, pelo que "o Governo aumentou". 

Por outro lado, acrescentou, se no caso da secretaria de Estado da Cultura  "se percebe" a substituição de Francisco José Viegas por motivos de saúde,  já "não se entendem" as outras mudanças "em plena discussão do Orçamento  do Estado".  

Para os socialistas, afirmou, estes são "sinais que reforçam a imagem  de instabilidade criada no Governo". 

Em relação aos nomes escolhidos, José Junqueiro quis apenas "assinalar"  que um vice-presidente do PSD, Manuel Rodrigues, vai ocupar a Secretaria  de Estado das Finanças, podendo vir "a tratar das privatizações", escusando-se  a fazer mais comentários. 

O primeiro-ministro mudou hoje três secretários de Estado, a segunda  mexida no seu executivo em 16 meses de governação, estando agendada a posse  dos novos governantes para sexta-feira às 12:30, na Presidência da República,  em Lisboa.  

Os novos secretários de Estado são Jorge Barreto Xavier, para a Cultura,  que substitui Francisco José Viegas, João Henrique Grancho, para o Ensino  Básico e Secundário, substituindo Isabel Silva Leite, e Manuel Rodrigues,  para as Finanças, uma pasta que é separada da do Tesouro e que continua  a ser ocupada por Maria Luís Albuquerque. 

Lusa