"Esta é a voz das dificuldades das populações, que exigem que se reponha a justiça", disse Miguel Bento, da comissão de utentes, entre os sons estridentes das buzinas de automóveis e camiões.
A comissão de utentes não considera a EN109 uma alternativa às SCUT que são agora portajadas. Por isso a luta para retirar os pórticos da A25 "vai continuar, porque a situação está caótica".
Miguel Bento diz que a introdução de portagens afeta os cidadãos, mas também as pequenas e médias empresas da região, que têm no pagamento das respetivas tarifas "mais um imposto acrescido".
Conter custos é hoje uma preocupação de muitas dessas empresas, o que, segundo Miguel Bento, leva a que andem a circular pela EN109, por dentro das povoações, "camiões com matérias perigosas.
O anúncio da possibilidade de serem ativados mais pórticos, nomeadamente entre Aveiro e a Barra, "deita por terra a bandeira de vitória de Ribau Esteves (presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro e da Câmara de Ílhavo) que dizia ter salvo o seu concelho de pórticos", considera a comissão de utentes no panfleto distribuído.
Já a colocação de um pórtico entre Maceda e Miramar, na A29, demonstra "falta de escrúpulos", dado que nesse troço "não foi colocado pagamento porque as condições da via não tinham características de autoestrada".
A comissão de utentes promete prosseguir a luta até serem retirados os pórticos nas antigas SCUT, "essenciais à dinamização da economia e para o emprego" na região.
Com Lusa
