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Ministério garante que cumpre todas as decisões judiciais de pagar a docentes

O Ministério da Educação garantiu hoje que  tem cumprido todas as decisões judiciais referentes a pagamentos devidos  a professores, reagindo a acusações da Fenprof, que classificou o Ministério  de "caloteiro". 

JOSE SENA GOULAO

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) acusou hoje o Ministério  da Educação e Ciência (MEC) de não ter indemnizado devidamente professores  despedidos, sublinhando que já houve 200 decisões judiciais que deram razão  aos docentes. 

Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral da Fenprof, Mário  Nogueira, referiu ainda que existem cerca de dois mil docentes a quem o  MEC deveria pagar cerca de 18 milhões de euros, devido ao congelamento das  carreiras em 2011.  

Questionado sobre estas acusações, o gabinete do ministro Nuno Crato  respondeu apenas que "o Ministério da Educação e Ciência (MEC) tem cumprido  com todas as decisões judiciais, realizando os pagamentos devidos". 

O Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Aveiro obrigou o MEC o pagar  pouco mais de mil euros e, segundo as contas da Fenprof, esta é a 200 decisão  judicial que condena o ministério a pagar a compensação por caducidade a  professores cujos contratos terminaram sem lhes ter sido paga a indemnização  devida. 

Em declarações à Lusa, Mário Nogueira disse que deverão existir outras  mil ações em tribunal.  

Para a Fenprof, o MEC tem um "comportamento caloteiro" ao "negar a milhares  de professores aquilo que os tribunais já mandaram pagar duzentas vezes".

Além desta situação, o sindicalista anunciou ainda que a Fenprof está  a divulgar pelas escolas minutas para tentar resolver a situação de professores  com mais anos de serviço que passaram a receber menos que os colegas mais  novos na profissão, devido ao congelamento das progressões decidido no início  de 2011. 

O objetivo da minuta é que os professores nesta situação possam "requerer  o pagamento", tal como já aconteceu aos docentes que avançaram para tribunal.  A Fenprof estima que existam mais de dois mil professores nesta situação  e que o valor da dívida seja de cerca de nove mil euros, a cada um. 

Lusa