Contactados pela Lusa, os serviços administrativos da 2ª Vara Criminal, Campus da Justiça, em Lisboa) explicaram que o adiamento foi feito a pedido dos arguidos, que o requereram por causa do prazo das contestações, tendo o juiz responsável pelo caso deferido o mesmo.
Enquanto decorre a investigação do processo principal do caso BPP, relacionado com a primeira intervenção das autoridades no banco e que incide sobre vários aspetos ligados à gestão, aos clientes e ao fisco, arrancou já o processo paralelo relacionado com o veículo criado no universo BPP para investir especificamente em ações do Banco Comercial Português (BCP).
Neste processo-crime, a investigação começou em fevereiro de 2010 e foi concluída em fevereiro de 2013, tendo o Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) confirmado a acusação feita pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa em outubro.
O início do julgamento de três ex-administradores do BPP está agora marcado para 12 de fevereiro, às 09h:30.
Os arguidos, João Rendeiro, Paulo Guichard e Salvador Fezas Vital são acusados pelo Ministério Público (MP) de burla qualificada.
O coletivo de juízes responsável pelo julgamento do processo-crime 'Privado Financeiras' é liderado por Nuno Salpico.
Paralelamente, ficou também a saber-se esta semana. A edição online do Expresso foi a primeira a avançar com a informação, que a sessão de leitura do acórdão do processo-crime que estava marcada para hoje, 31 de janeiro, data em que Jardim Gonçalves e os restantes três arguidos deveriam conhecer a decisão do tribunal, foi igualmente adiada.
Neste caso, o adiamento prende-se com motivos de saúde por parte da juíza que preside o coletivo responsável pelo julgamento e não está ainda definida uma nova data para a leitura do acórdão.
O Ministério Público acusa dois antigos presidentes do BCP, Jardim Gonçalves e Filipe Pinhal, e dois ex-administradores do banco, Christopher de Beck e António Rodrigues, dos crimes de manipulação de mercado e falsificação de documentos, estando a decorrer o julgamento nas Varas Criminais de Lisboa.
Segundo a acusação, os factos em causa foram praticados no período compreendido entre 1999 e 2007 e dizem respeito à utilização de veículos 'offshore', detidos pelo banco, de modo a influenciar os valores de mercado e o rating dos títulos BCP no mercado de capitais.
LUSA
