Diretor-Geral da Educação "sobe" a secretário de Estado
O novo secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário é Fernando José Egídio Reis, até agora à frente da Direção-Geral da Educação. Toma posse na terça-feira, pelas 17:00, anunciou a Presidência da República.
ingenious.dge.mec.pt
Numa nota divulgada por Belém, refere-se que o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, aceitou a proposta apresentada pelo primeiro-ministro de "exoneração, a seu pedido, do Dr. João Henrique de Carvalho Dias Grancho do cargo de Secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário" e que foi tornada pública na sexta-feira.
"Nos termos da mesma norma constitucional, o Presidente da República aceitou a proposta que lhe foi apresentada pelo Primeiro-Ministro de nomeação do Prof. Doutor Fernando José Egídio Reis para o mesmo cargo", lê-se ainda na nota.
Na sexta-feira, o ministério da Educação anunciou que o secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, João Grancho, tinha apresentado a sua demissão alegando "motivos de ordem pessoal", tendo sido aceite pelo ministro Nuno Crato.
A demissão surgiu no dia em que o jornal Público noticiou que o secretário de Estado, em 2007, e enquanto presidente da Associação Nacional de Professores (ANP), plagiou textos produzidos por autores académicos sobre temas como deontologia profissional e formação inicial de professores, dos quais retirou extratos para usar num texto, sem citar os autores, que terá estado na base da sua intervenção num seminário que decorreu em Múrcia, Espanha, dedicado ao tema "A dimensão moral da profissão docente".
Quem é Egídio Reis
Fernando Egídio Reis é professor de história, foi adjunto de Nuno Crato nos primeiros meses de mandato e agora estava à frente da Direção-Geral da Educação (DGE).
Antes da DGE, Fernando Egídio Reis foi Diretor-Geral da Direção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, um outro organismo do Ministério da Educação, onde exerceu funções de director geral entre agosto de 2011 e janeiro de 2012.
Egídio Reis chegou ao Governo precisamente em 2011 e começou por ser adjunto do Ministro da Educação e Ciência nos primeiros dois meses de mandato de Nuno Crato, entre junho e agosto daquele ano.
A licenciatura em História, curso que tirou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1982, permitiu-lhe ingressar na carreira docente assim que terminou o curso.
Nove anos depois passou a fazer parte dos quadros da Escola Secundária Cacilhas-Tejo, em Almada, segundo a nota curricular divulgada pela Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública (CRESAP).
Já nos anos 90, Egídio Reis passou a investigador do Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia, do Departamento de Ciências Sociais Aplicadas, da Universidade Nova de Lisboa (UNL).
Em 1999, tirou um mestrado em História e Filosofia das Ciências, pela Faculdade de Ciências e da Tecnologia (FCT/UNL), e em 2007 tira um doutoramento em História e Filosofia das Ciências, pela mesma faculdade.
Lusa
