Miguel Albuquerque deslocou-se esta manhã aos comandos regionais da Polícia de Segurança Pública e da Guarda Nacional Republicana para agradecer a atuação das corporações durante os incêndios que fustigaram a ilha da Madeira com particular incidência entre os dias 08 e 13 de agosto.
"Eu, em nome da população que represento, fiz questão de vir hoje à PSP e a GNR agradecer pessoalmente o empenho, a determinação e o trabalho destas pessoas em prol do nosso povo", declarou Miguel Albuquerque, sublinhando que qualquer povo deve ter sempre presentes duas coisas essenciais: a memória e o sentido de gratidão.
Na PSP, a comandante regional, Madalena Amaral, lembrou que 477 polícias de várias patentes estiveram diariamente evolvidos nas operações, os quais fizeram uma média diária de trabalho entre 12 e 18 horas de serviço.
"Paralelamente, e no âmbito das suas competências de órgão de polícia regional, foram sendo desenvolvidas diligências no sentido de salvaguardar os meios de prova e a identificação dos suspeitos ou envolvidos nas práticas criminais em causa", vincou.
Na sequência dos incêndios, dois homens foram detidos por suspeita de prática do crime de fogo posto e aguardam julgamento em prisão preventiva.
Ao nível da GNR, o comandante Ferraz Dias não quis avançar com dados estatísticos, mas salientou que a corporação respondeu com "prontidão, coragem, abnegação e provado espírito de sacrífico".
Ferraz Dias reiterou, por outro lado, a "total disponibilidade para servir a região e os madeirenses através da colaboração entendida como adequada".
Para já, a colaboração da GNR vai materializar-se no processo de estabilização e consolidação das encostas e arribas que perderam o coberto vegetal, através da valência de proteção e socorro, em particular os militares especializados em busca e resgate em montanha.
"Também no âmbito do Plano Operacional de Combate a Incêndios Florestais, vamos continuar a empenhar as nossas equipas em missões de vigilância e deteção de incêndios sob a coordenação do Serviço Regional de Proteção Civil", referiu.
Os incêndios na Madeira afetaram sobretudo o concelho do Funchal, onde fizeram três mortos e um ferido grave, centenas de desalojados e deslocados, bem como prejuízos em bens públicos e privados avaliados pela câmara municipal em cerca de 61 milhões de euros.
Lusa
