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Erro humano no acidente com C-130 que fez três mortos

A Força Aérea concluiu que o acidente com um C-130 na Base Aérea do Montijo que fez três mortos, em julho, deveu-se a erro humano. A tripulação terá perdido o controlo do aparelho quando tentava abortar a descolagem.

O acidente aconteceu a 11 de julho na Base Aérea do Montijo.
O acidente aconteceu a 11 de julho na Base Aérea do Montijo.
SIC

Última atualização às 11:19

De acordo com um comunicado da Força Aérea, a investigação concluiu que o acidente "ocorreu devido à impossibilidade da tripulação em controlar eficazmente a aeronave".

O relatório exclui problemas com a aeronave e questões ambientais como explicação para o acidente com um C-130 da Esquadra 501 da Força Aérea, que ocorreu a 11 de julho e em que três pessoas morreram e quatro ficaram feridas, uma deles em estado grave.

A Força Aérea esclarece que nenhum dos militares morreu durante o despiste do C130, mas sim por causa do incêndio que deflagrou depois. Quatro dos tripulantes ainda conseguiram abandonar a aeronave atraves das janelas do conckpit.

Paralelamente a este inquérito interno, o Ministério Publico também abriu processo. É a Policia Judiciária Militar que está investigar.

As explicações em detalhe

A Força Aérea indica que os "procedimentos de averiguação relativos ao acidente estão terminados", tendo-se concluído que "o C-130 encontrava-se pronto para operação, sem restrições" e que as condições meteorológicas não eram adversas.

"A aeronave não apresentava quaisquer problemas ou anomalias que inviabilizassem a tipologia da missão a efetuar, designadamente um voo de instrução e qualificação", adianta a Força Aérea.

Na nota, é também referido que a "missão foi devidamente planeada e coordenada entre a tripulação e compreendia o treino de manobras no solo, abortos à descolagem, voo alto e circuitos de aproximação, de acordo com o Manual de Qualificações da aeronave C-130, o que implica um risco associado mais elevado do que os decorrentes de uma missão normal, razão pela qual são previamente treinadas em simulador de voo".

A instituição militar refere também que "durante a execução de uma manobra de aborto à descolagem, a tripulação perdeu o controlo da aeronave, a qual descreveu uma trajetória para a direita sem hipótese de correção, saindo da pista e imobilizando-se".

De acordo com as conclusões do relatório, da saída de pista não resultaram quaisquer lesões ou ferimentos em nenhum elemento da tripulação.

"Em consequência da imobilização abrupta, deflagrou um incêndio, em princípio na zona do trem de aterragem e asa direita, que se propagou rapidamente ao resto da fuselagem e ao solo contíguo", é sublinhado.

A tripulação "executou os procedimentos previstos e regularmente treinados com vista à evacuação da aeronave, que determinam a saída pelo compartimento de carga", acrescentou.

"Esta via revelou-se impossível dada a existência de fumos e de temperaturas extremas, bem como à ocorrência de danos estruturais na fuselagem. Quatro dos tripulantes conseguiram abandonar a aeronave através das janelas do cockpit, sendo que os restantes não conseguiram recorrer a outra saída de emergência", é indicado na nota.

A Força Aérea adiantou ainda que a resposta dos serviços de assistência e socorro ao avião "foi imediata e eficaz, bem como a coordenação com as entidades civis prontamente chamadas ao local para reforço da capacidade orgânica daquela Unidade".

Com Lusa