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Portugal no 15.º lugar do ranking do controlo do tabaco

© Christian Hartmann / Reuters

Portugal encontra-se na 15.ª posição, entre 35 países, no ranking de controlo do tabaco de 2016, que é liderado pelo Reino Unido, foi anunciado esta quinta-feira.

O anúncio foi feito na 7.ª Conferência Europeia de Tabaco ou Saúde, organizada pela Liga Portuguesa contra o Cancro que decorre até sábado num hotel do Porto, sendo que este 'ranking' resulta de um acompanhamento sistemático da aplicação das políticas de controlo do tabaco a nível nacional na Europa.

De acordo com a informação divulgada, em 2013 Portugal ocupava a 24.ª posição deste 'ranking', tendo subido assim nove lugares.

A liderar a tabela encontra-se o Reino Unido, seguindo-se a Irlanda e a Islândia. No último lugar está a Áustria, na antepenúltima posição a Alemanha, que é antecedida pelo Luxemburgo.

Este ranking "quantifica a implementação de políticas de controlo do tabaco", designadamente o preço, a proibição/inibição de fumar em locais públicos e de trabalho, gastos em campanhas de informação pública e advertências de saúde, entre outras.Segundo Luk Joossens, da Associação Europeia das Ligas Contra o Cancro, os países gastaram menos de dois euros 'per capita' em controlo do tabaco, sendo a falta de investimento nesta área "uma preocupação".

A organização destaca que a Rússia foi incluída neste 'ranking' pela primeira vez e que a Roménia fez um progresso extraordinário, saltando do 19.º, em 2013, para o 7.º lugar, em 2016. De acordo com o 'ranking' 2016, seis países têm 60 pontos ou mais, sendo a pontuação máxima obtida pelo Reino Unido (81 em 100).

Dez outros países, incluindo Portugal, que obteve 50 pontos, estão já a aplicar razoavelmente bem políticas de controlo do tabaco, sendo que os restantes 19 países não atingiram os 50 pontos e "precisam de fazer muito mais", lê-se no documento, disponível na internet.

O documento destaca ainda que, desde 2013, nove países introduziram a proibição de fumar em veículos privados com menores no interior (Irlanda, Reino Unido, França, Finlândia, Itália, Malta, Chipre, Lituânia e Eslovénia).

O documento recomenda que, antes da 8.ª conferência europeia sobre o tabaco, em 2020, os países deve aplicar uma abrangente política de controlo do tabaco, bem como interpelar a indústria tabaqueira, que "continua a ser o maior obstáculo à introdução de políticas eficazes de controlo do tabaco".

É ainda recomendado que cada país gaste "um mínimo de dois euros 'per capita' por ano" no controlo do tabaco, que introduza uma legislação abrangente antitabagismo, incluindo a proibição de fumar em veículos particulares quando os menores estão presentes, e introduza maços de tabaco "simples".

Lusa