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Escola de Vagos castiga alunos por protesto contra a homofobia e preconceito

EXCLUSIVO

@joaospannagel0 /Twitter

Rita Pedras

Jornalista

Os alunos da Escola Secundária de Vagos, no distrito de Aveiro, organizaram um protesto contra o que consideram homofobia e preconceito. Segunda-feira, depois de duas alunas se terem beijado foram chamadas à direção da escola, que as terá informado que não podiam beijar-se em público. O protesto foi gravado e partilhado nas redes sociais. Em declarações à SIC Notícias, um dos alunos disse que todos os envolvidos no protesto vão ser alvos de um processo disciplinar. O Bloco de Esquerda já pediu esclarecimentos ao Ministério da Educação.

Duas alunas da Escola Secundária de Vagos terão sido vistas a trocar afetos no estabelecimento de ensino, no dia 22, o que terá motivado uma chamada de atenção.

Um aluno da Escola de Vagos avançou que o casal foi chamado pela direção da escola no próprio dia, após várias queixas de funcionários, por considerarem tratar-se de um comportamento perturbador.

A direção da escola terá comunicado às duas raparigas que não se podiam beijar mais na escola e que se o fizessem podiam surgir consequências, confirmou o aluno da Escola de Vagos.

Vários alunos não concordaram com a atitude da direção da Escola Secundária de Vagos e organizaram um protesto contra a homofobia e o preconceito.

@joaospannagel0 / Twitter

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Os alunos envolvidos no protesto desta quarta-feira elaboraram previamente um documento que foi assinado por todos os elementos da manifestação.

Após a manifestação, a direção da Escola Secundária de Vagos terá convocado uma reunião com o responsável de cada turma e informado que todos os que participaram no protesto iriam ser alvo de um processo disciplinar, segundo um aluno do estabelecimento de ensino.

Já foram divulgados vários vídeos e fotografias do protesto que mostram os cartazes do protesto, nos quais se pode ler "Gay is Okay", "Love knows no Gender" ou "Não à homofobia".

O BE questionou hoje o Ministério da Educação sobre a posição da direção da Escola Secundária de Vagos que terá informado duas alunas que não podiam beijar-se em público, considerando que foi visada especificamente a sua orientação sexual.

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