País

Mais cirurgias, maior tempo de espera

(Reuters/ Arquivo)

O tempo de espera para cirurgias em 2016 foi o maior dos últimos seis anos, avança o Jornal de Notícias. A tutela desvaloriza e argumenta que o tempo de espera para doentes prioritários melhorou no ano passado.

Segundo o JN, em dezembro do ano passado haviam mais de 200 mil pessoas à espera de operação nos hospitais públicos. Em 2016, o tempo médio de espera foi de 3,3 meses e 31 mil doentes foram operados fora do prazo.

Ainda de acordo com o mesmo jornal, o tempo máximo de respostas previsto na lei foi ultrapassado em 15% dos inscritos. No entanto, 22 mil pacientes passaram à frente nas listas e foram inscritos e operados no mesmo dia, contrariando critérios clínicos. Os dados constam do relatório de Acesso aos Cuidados de Saúde de 2016 que foi entregue no Parlamento.

À Lusa, Ricardo Mestre, da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), refere que os tempos de respostas em 2016 se mantiveram "à volta dos três meses, como acontecia habitualmente", salientando que "os tempos de resposta para os mais prioritários melhoraram".

Ricardo Mestre sublinha ainda que "o número de utentes que foram inscritos e operados no mesmo dia registou o valor mais baixo de sempre em 2016". O responsável da ACSS defende que "estas situações são específicas e pontuais".

Numa nota enviada às redações, a ACSS recorda que "em 2016 se registou o número mais elevado de entradas em lista de inscritos para cirurgia desde que foi constituído o Sistema de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC), o que evidencia o aumento da procura dos hospitais do SNS para a realização de atividade cirúrgica".

Segundo o relatório de acesso aos cuidados de saúde, citado pelo JN, no ano passado foram efetuadas 568.765 cirurgias, o valor mais alto desde que existe sistema integrado de gestão de inscritos, "mais 1,5% do que em 2015 e mais cerca de 65.000 do que em 2011", sublinha a ACSS.

Com Lusa

  • Os tsunamis que arrasaram a Ásia em 2004 e 2011
    25:20