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Porto avalia ativação do plano de apoio aos sem-abrigo contra o frio

A Câmara do Porto avalia na segunda-feira a possibilidade de acionar de imediato o plano de contingência para os sem-abrigo devido ao frio, que inclui o fornecimento de bebidas quentes e a abertura noturna de estações do metro.

Em resposta à Lusa, o gabinete de comunicação da autarquia afirmou este domingo que "a Proteção Civil, os bombeiros e a Ação Social estarão em permanente avaliação das condições climatéricas e acionarão, logo que se justifique, o plano de contingência para os sem-abrigo".

"Pelas previsões atuais, o plano será acionado amanhã (segunda-feira). No entanto, amanhã de manhã será feita nova avaliação", acrescenta.

Em caso de situações climatéricas adversas, como frio extremo, "o antigo Hospital Joaquim Urbano, atualmente a funcionar como centro de acolhimento, está preparado para receber os sem-abrigo, prestando cuidados primários de saúde e fornecendo comida e bebidas quentes".

Este ano, salienta a autarquia, "com a colaboração do Exército, a capacidade de acolhimento será reforçada com camas suplementares".

À semelhança do que já tem acontecido em anos anteriores, também "as estações de metro do Bolhão e da Casa Música são abertas durante a noite para dar abrigo e minorar as condições adversas provocadas pelo frio".

"Na rua, durante a noite, as equipas de ação social irão distribuir cobertores e bebidas quentes", conclui a Câmara do Porto.

As previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) disponíveis no seu site apontam para temperaturas baixas durante a próxima semana, com uma temperatura mínima de dois graus celsius na segunda-feira, um grau na terça-feira e zero graus na quinta-feira. A temperatura máxima não deverá ultrapassar os 12 graus celsius durante toda a semana.

"Uma vasta região anticiclónica, localizada na região dos Açores e uma depressão sobre a Península Ibérica, vai continuar a dar origem ao transporte de uma massa de ar muito frio e seco sobre o território do continente ao longo da próxima semana", justifica o IPMA, num comunicado colocado na sua página na internet.

Lusa