País

Dia do trabalhador com manifestações e greve na distribuição

Armando Franca

Os trabalhadores do setor da grande distribuição comemoram hoje o 1.º de Maio em greve, para defender aumentos salariais e melhores condições de trabalho. As comemorações do Dia do Trabalhador em Lisboa começam com a Corrida Internacional do 1.º de Maio, com partida e chegada no Estádio 1.º de Maio. Para a tarde está marcado o desfile entre o Martim Moniz e a Alameda D. Afonso Henriques, com intervenções sindicais.

A CGTP comemora hoje o Dia do Trabalhador com manifestações e festividades em cerca de 40 localidades do país, enquanto a UGT centra a celebração em Figueiró dos Vinhos, uma das localidades afetadas pelos incêndios de 2017.

No Porto, durante a tarde, haverá um desfile pelas ruas da baixa, que terminará na Avenida dos Aliados com um comício sindical.

As comemorações do Dia do Trabalhador da UGT começam com um desfile sindical do mercado municipal de Figueiró dos Vinhos ao jardim municipal, onde está prevista a intervenção de Carlos Silva.

Os trabalhadores do setor da grande distribuição do grupo Sonae, do Pingo Doce, Auchan, Aldi, Lidl, Minipreço e Fnac comemoram hoje o 1.º de Maio em greve, para defender aumentos salariais e melhores condições de trabalho.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) disse que não acredita que as grandes cadeias de distribuição encerrem as suas lojas devido à greve, que "poderá levar ao encerramento de algumas lojas Minipreço ou Lidl".

Nos últimos anos. o CESP tem emitido sempre um pré-aviso de greve para 01 de maio, para permitir aos trabalhadores do setor a comemoração do Dia do Trabalhador, data para a qual reivindicam o direito ao gozo deste feriado celebrado internacionalmente.

Este ano, a paralisação de hoje culmina uma série de ações de luta no setor da distribuição, que incluiu greve, concentrações e plenários dos trabalhadores do grupo Sonae, do Pingo Doce, Aucham, Aldi, Lidl, Minipreço e Fnac.

Na base do conflito está a falta de resposta das empresas de distribuição ao caderno reivindicativo apresentado pelos representantes dos trabalhadores, que prevê, nomeadamente, aumentos salariais para todos os funcionários e o fim da desregulação dos horários de trabalho.

De acordo com Isabel Camarinha, os trabalhadores do setor da distribuição pretendem a revisão do contrato coletivo de trabalho, sem redução do valor pago pelo trabalho suplementar, trabalho em dia feriado e sem banco de horas, bem como o aumento dos salários de todos os trabalhadores.

Os trabalhadores reivindicam ainda a equiparação da carreira profissional dos operadores de armazém à carreira dos operadores de loja, com a respetiva equiparação salarial.A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) diz que apresentou aos sindicatos do setor uma nova proposta no âmbito das negociações do Contrato Coletivo de Trabalho, "tendo em vista reforçar a tentativa de conciliação entre trabalhadores e empresas".

"Nesta proposta, a APED manteve o seu forte compromisso com a estabilidade social e valorização da dignificação dos colaboradores do setor, reforçando o apelo ao sentido de responsabilidade dos sindicatos neste processo para que se chegue a um acordo no que diz respeito às condições laborais", disse a associação numa declaração escrita à agência Lusa. As empresas associadas da APED empregam cerca de 120 mil trabalhadores.