O ferido "tem queimaduras de segunda grau em cerca de 30% da superfície corporal e está estável", disse à agência Lusa fonte da assessoria do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).
Segundo a mesma fonte, o jovem de 24 anos encontra-se internado na Unidade de Queimados do hospital, tendo sido helitransportado no domingo, proveniente do hospital de Évora.
O ferido está com "prognóstico favorável" e não se encontra ventilado, acrescentou.
Questionada pela agência Lusa, a fonte da assessoria do CHUC recusou-se a prestar mais esclarecimentos, nomeadamente se a equipa médica considera este ferido ligeiro ou grave e em que parte do corpo é que se encontram as queimaduras.
Segundo fonte do INEM, a avaliação do ferido "é dinâmica", sendo que um "ferido ligeiro pode passar a grave".
"A avaliação depende muito da zona da queimadura, da profundidade da queimadura e da sua extensão, nomeadamente se atinge as vias respiratórias, a cara ou órgãos vitais", acrescentou, encaminhando mais esclarecimentos sobre a gravidade dos ferimentos das pessoas afetadas pelo incêndio de Monchique para a Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo, que centraliza a informação sobre os feridos deste incêndio.
A ARS de Lisboa e Vale do Tejo diz que apenas tem informação relativa à ferida de Monchique que está na hospitalizada na região.A ARS do Centro não quis prestar esclarecimentos adicionais aos já dados pelo CHUC.
O incêndio na serra de Monchique, distrito de Faro, deflagrou cerca das 13:30 de sexta-feira, na localidade de Perna da Negra, tendo obrigado à evacuação de várias localidades. Ao início da tarde de hoje, a Proteção Civil informou que 95% do perímetro do fogo foi dominado.
As chamas atingiram, além do concelho de Monchique, o de Silves (também em Faro) e o de Odemira (Beja), mas no concelho alentejano as chamas já foram apagadas.
O Plano Municipal de Emergência de Monchique foi ativado e, durante a madrugada de hoje, 25 pessoas sofreram ferimentos.A ANPC mantém a maioria dos 18 distritos do continente português em alerta vermelho.
Lusa

