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"Situação mais estável" no combate às chamas em Monchique

A frente mais agressiva do fogo da Serra de Monchique, que lavrava mais a leste, no concelho de Silves, foi dominada esta manhã. Segundo a Autoridade Nacional de Proteção Civil, a situação é agora "mais estável". A segunda comandante Patrícia Gaspar fez esta manhã o ponto de situação do combate às chamas.

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Num 'briefing' realizado em Monchique, no distrito de Faro, a 2.ª comandante operacional nacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil informou que durante a noite foi possível "fazer bons progressos" no combate, estando as operações "mais estabilizadas no terreno" comparativamente à tarde de terça-feira.


Contudo, para hoje preveem-se ventos que poderão chegar aos 35/40 quilómetros por hora e uma temperatura máxima de 35 graus, além de uma humidade relativa que poderá chegar aos 50%, o que configura um cenário semelhante ao de terça-feira, durante o dia.


Patrícia Gaspar referiu que as zonas mais críticas são a Fóia, na frente oeste do incêndio, e Silves, a leste do concelho de Monchique.

Mais de 180 pessoas continuam deslocadas devido ao fogo

O número de pessoas deslocadas devido ao incêndio que deflagrou na sexta-feira em Monchique é, hoje de manhã, de 181, informou Patrícia Gaspar. O anterior balanço era de 230 pessoas deslocadas e a redução deve-se ao facto de alguns moradores terem ido para casas de familiares e de "estrangeiros que regressaram às suas origens".


O número de feridos deste fogo rural, que deflagrou na sexta-feira no concelho de Monchique e lavra também em Silves e Portimão (distrito de Faro), subiu para 32, um dos quais em estado grave, que se encontra em Lisboa.


De acordo com a Proteção Civil, são "expectáveis" reativações a partir das 15:00, devido às condições meteorológicas.

Com Lusa