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Três milhões de novos cancros na UE este ano, em Portugal mais de 50 mil

O número de novos casos de cancro na União Europeia deve chegar este ano aos três milhões, com Portugal a ter uma das mais reduzidas incidências, mas ainda assim a ultrapassar os 50 mil novos casos de doença oncológica.

As estimativas constam do relatório anual da OCDE sobre saúde, hoje divulgado, que revela que, em 2015, morreram na União Europeia mais de 1,3 milhões de pessoas de doença oncológica, sendo a segunda causa de morte, depois das doenças cardiovasculares.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) aponta para uma estimativa de novos casos de cancro este ano em Portugal de 492 por 100 mil habitantes, ultrapassando assim os 50 mil novos casos. Esta previsão está alinhada com as estimativas divulgadas em setembro pela Agência Internacional para a Investigação do Cancro, que apontava que o número de novos casos de cancro em Portugal ultrapassará este ano os 58 mil, com as mortes por doença oncológica a ascenderem a quase 29 mil.

No relatório da OCDE hoje divulgado, em termos de taxa de incidência, estima-se que a média europeia se situe nos 569 novos casos por 100 mil habitantes. Portugal surge com uma estimativa de incidência para este ano abaixo da média, com 492 casos por 100 mil pessoas, sendo um dos quatro países com incidência mais baixa na totalidade dos novos casos de doença oncológica, a par com Áustria, Bulgária e Roménia. No lado oposto, com mais incidência surgem a Hungria, a Irlanda, a Dinamarca e a Bélgica.

A incidência é estimada com base nos novos casos registados em cada ano, tendo em conta a população por país, mas para efeitos comparativos a OCDE diz que há que ter em conta a diferença nos sistemas de registo e na qualidade da vigilância da doença oncológica em cada país.

No panorama europeu, a OCDE indica que o cancro da mama é o que terá mais novos casos (mais de 400 mil), seguido do cancro da próstata, com 375 mil novos casos.

Quanto à mortalidade, analisando os dados de 2015, o cancro do pulmão destaca-se como o mais mortal entre os homens e o segundo mais mortal entre as mulheres, seguido do cancro da mama.

A taxa de mortalidade por cancro é mais elevada nos homens na generalidade dos países europeus, mas em Portugal a diferença acentua-se sendo quase duas vezes maior nos homens do que nas mulheres.

Nas estimativas de setembro da Agência para a Investigação do Cancro da Organização Mundial da Saúde, estimava-se que um quarto da população em Portugal está em risco de desenvolver cancro até aos 75 anos e 10% corre risco de morrer de doença oncológica.

O cancro colorretal será o tipo de cancro com mais novos casos em Portugal em 2018, estimando-se a deteção de mais de 10 mil doentes.

Segue-se o cancro da mama, que deve afetar quase sete mil portuguesas e o da próstata, que será diagnosticado em mais de 6.600 pessoas.

Lusa

  • Entre 80 a 90% dos doentes com cancro do pulmão fumam ou já fumaram
    5:16

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    Sábado, 17 de novembro, assinalou-se o Dia Mundial do Não Fumador. O tabagismo é o principal fator de risco de cancro do pulmão, sendo que entre 80 a 90% dos doentes com cancro do pulmão fumam ou já fumaram. A prevenção do cancro do pulmão passa pela adoção de hábitos saudáveis e António Bugalho, Coordenador da Unidade de Cancro do Pulmão da CUF Instituto de Oncologia, esteve na Edição da Manhã para esclarecer sobre sintomas e fatores de risco.