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Área Metropolitana de Lisboa quer aumentar de 25% para 35% quota do transporte público 

O novo passe, que poderá ser carregado a partir de 26 de março, é mensal (válido por um mês, a partir do seu primeiro dia).

O presidente da Área Metropolitana de Lisboa (AML) assumiu hoje como objetivo coletivo "recuperar o atraso das duas últimas décadas" em matéria de mobilidade, pretendendo, nos próximos dez anos, aumentar a quota do transporte público de 25% para 35%.


Na cerimónia pública de assinatura dos contratos para os novos tarifários de transportes na AML, em que se inclui a criação do passe único nos 18 concelhos da AML, Fernando Medina destacou a missão de aumentar a quota da mobilidade realizada por transporte público durante a próxima década, "o que significará um aumento de 40%, mais de 200 mil pessoas ou mais 500 mil viagens diárias em transporte público".


"Que os próximos dez anos nos permitam recuperar duas décadas de viagem em sentido contrário", avançou o presidente da AML, referindo que, ao longo de três décadas, o transporte público perdeu "quase metade" em termos de mobilidade e "o automóvel cresceu, sistematicamente, década após década, incluindo na última, em mais de 35 pontos percentuais".


Neste sentido, a AML definiu três pilares para "centrar a mobilidade no transporte público de qualidade", designadamente a simplificação e redução dos tarifários, o reforço e qualificação da oferta, e a integração e passagem para a área metropolitana da gestão e da autoridade de todos os meios de transporte a nível suburbano.


Sobre os novos tarifários de transportes na AML, Fernando Medina explicou que a medida resulta da constatação de que a área metropolitana está, em matéria de mobilidade, "numa trajetória de clara insustentabilidade".


"Ao longo das últimas décadas, o que tem acontecido na AML é que temos, sistematicamente, aumentado a dependência do transporte individual e reduzido o peso do transporte público", reforçou o presidente da AML.


Assim, a criação do passe único, que terminará com as centenas de títulos combinados que existem atualmente para a utilização dos transportes coletivos, faz com que hoje seja "um dia especial para todos e, porventura, um dia singular para todos aqueles que exercem funções públicas".


"É raro o dia em que temos a oportunidade de apresentar e de colocar à disposição da área metropolitana e do país uma das medidas com maior impacto do ponto de vista económico, social e ambiental e uma das medidas de maior transformação do nosso sistema de transportes", avançou Fernando Medina.

O passe único vai ter apenas duas configurações: o Navegante Municipal que custará 30 euros, permitindo viagens dentro de cada concelho, e o Navegante Metropolitano que custará 40 euros, permitindo deslocações nos meios de transporte públicos em toda a área metropolitana.


Com o novo passe, as crianças podem viajar gratuitamente em toda a AML até ao último dia dos seus 12 anos, o que atualmente só acontecia no concelho de Lisboa. Serão mantidos os descontos para estudantes, reformados e carenciados.

Lusa

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