País

Professores ameaçam com greve às avaliações a partir de junho

MANUEL DE ALMEIDA

Em causa a contagem do tempo de serviço.

Milhares de professores encheram hoje a Praça do Comércio, em Lisboa, em protesto pelo "roubo" de mais de seis anos de trabalho não contabilizado, como denunciam as organizações sindicais.

De acordo com estimativas de vários sindicatos, cerca de 80 mil docentes aderiram ao protesto organizado pelas 10 estruturas sindicais que, durante mais de um ano, tentaram negociar sem sucesso, a recuperação do tempo integral de serviço: nove anos, quatro meses e dois dias.

No final do protesto, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, anunciou uma manifestação nacional para outubro e deixou o aviso ao Governo de que, caso o Parlamento não corrija o diploma que prevê a recuperação de apenas dois anos, nove meses e 18 dias de serviço, os docentes vão avançar com uma greve às avaliações a partir de 6 de junho:

O secretário-geral do PCP marcou presença na manifestação. Jerónimo de Sousa defende que o Governo tem de ceder aos professores e diz mesmo não entender a resistência do Executivo:

Quem também esteve no protesto foi a coordenadora do Bloco de Esquerda. Catarina Martins diz que a contagem total do tempo de serviço está dependente da convergência de todos os partidos:

Os professores exigem a recuperação do tempo integral de serviço: nove anos, quatro meses e dois dias.

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