País

Hotéis e restaurantes estão a ficar sem gás para banhos quentes ou comida

AHRESP alerta que a situação é mais preocupante fora das grandes cidades, como Lisboa e Porto, onde há gás canalizado. No resto do país, os hotéis estão a ficar sem reservas de gás até para assegurar aquecimentos de águas de banho ou para confeção de comida

Os hotéis e restaurantes estão a ficar sem reservas suficientes de gás para assegurar aquecimentos e arrefecimentos nas suas unidades, com a atual greve dos transportadores de mercadorias perigosas que afeta o abastecimento de combustíveis. O alerta vem da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP).

"Já há hotéis muito preocupados por causa das reservas de gás que se estão a esgotar, e estamos a falar de um combustível importantíssimo para o aquecimento e arrefecimento nas unidades, e assegurar banhos quentes ou a operação nas cozinhas. A maioria dos hotéis trabalha com gás, porque é uma energia mais barata, e está a haver atrasos nas entregas de gás, o que já está a afetar muito a operação", adianta Joaquim Ribeiro, vice-presidente da AHRESP.

A solução é sobretudo crítica fora das grandes cidades como Lisboa e Porto, onde os hotéis são abastecidos com gás canalizado, segundo o responsável da AHRESP - explicando que no resto do país a falta de gás já está a atingir níveis críticos nos hotéis, e dá aqui o exemplo da região do Douro, onde os hoteleiros já estão "bastante apreensivos".

Normalmente os hotéis têm depósitos de gás, com uma capacidade de autonomia de 15 a 20 dias, podendo ir até um mês dependendo da dimensão das unidades, explica Joaquim Ribeiro.

"O problema é que os hotéis nem sempre têm os depósitos cheios, porque as entregas de gás costumam ser rápidas. Com esta situação foram apanhados de surpresa, e as reservas que tinham estão a escoar-se rapidamente", enfatiza o vice-presidente da AHRESP.

Ao problema interno das unidades com a falta de combustível, acresce-se a previsível quebra de afluência aos restaurantes e hotéis por os consumidores recearem ficar sem combustível.

"Até ao momento não tenho informações concretas sobre cancelamentos de reservas nos hotéis ou quebra de afluência nos restaurantes, mas não tenho dúvidas que é isso que vai acontecer nos próximos dias se a situação da greve persistir", refere Joaquim Ribeiro, lembrando que esta crise de combustíveis decorre "numa época sensível como a Páscoa".

"É cedo para ver resultados imediatos nos hotéis e restaurantes, pois as pessoas só esta terça-feira à tarde é que verdadeiramente puseram na cabeça que ia haver falta de combustíveis", refere o responsável da AHRESP, frisando ser "previsível" que haja uma vaga de cancelamento de reservas, pois "as pessoas ficam com medo de fazer deslocações se nâo têm garantia de ter gasóleo para voltar".

As preocupações da AHRESP são extensíveis aos trabalhadores dos hotéis e restaurantes, "pois também estes precisam de ter combustíveis para se deslocarem ao trabalho", faz notar o responsável da associação.

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