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Motoristas de matérias perigosas vão "provavelmente" avançar para nova greve

Motoristas de matérias perigosas vão "provavelmente" avançar para nova greve

Sindicato acusa os patrões de não quererem negociar

A primeira reunião entre ANTRAM e o Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas já terminou sem qualquer acordo. O sindicato acusa os patrões de não quererem negociar e uma nova greve poderá ser convocada.

O Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) começou a negociar melhores salários e condições de trabalho com a ANTRAM, conforme foi acordado na sequência da greve que afetou a distribuição de combustíveis em todo o país.

O SNMMP pede salários de 1.200 euros para os profissionais do setor, um subsídio de 240 euros e a redução da idade de reforma. Estas reivindicações são a base da proposta de Acordo Coletivo para os motoristas de matérias perigosas.

"Se somarmos todos os complementos que são atribuídos aos motoristas e o salário base de 630 euros dá um valor próximo de dois salários mínimos e é isso que reivindicamos para salário base, que ficaria indexado ao salário mínimo nacional, acompanhando os respetivos aumentos", disse o presidente do sindicato, Francisco São Bento, à agência Lusa.

Mas os suplementos de transporte nacional e internacional são para manter, segundo o sindicato, pois são uma espécie de ajuda de custo atribuída ao trabalhador deslocado em serviço.

O SNMMP quer ainda a criação de um subsídio de operação de matérias perigosas, no valor de 240 euros, para compensar os trabalhadores pelo contacto constante com matérias químicas nocivas à saúde.

Segundo o presidente do sindicato, a ideia é conseguir que cada quatro anos de trabalho com produtos químicos, seja convertido num ano de abatimento na idade de reforma.

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