País

Cristas recua na votação da lei dos professores

Tiago Petinga

O CDS antecipa-se ao PSD e vai exigir alterações na lei dos professores.

Cristas exige "condições" para aprovar o diploma

O partido de Assunção Cristas diz que só vai votar a favor do polémico diploma aprovado na especialidade mediante uma condição: que seja também votada uma norma que condiciona a contagem do tempo integral de serviços dos professores à situação financeira do país.

Num comunicado enviado à comunicação social, a líder do CDS diz que ou o Parlamento aceita estas condições dos centristas ou não aprovará o diploma.

Este recuo consta de uma nota de imprensa enviada por Assunção Cristas.

Cristas antecipa-se a Rui Rio

Assunção Cristas antecipou-se a Rui Rio, que só esta tarde vai comunicar ao país qual a solução que encontrou para o PSD.

Ambos os partidos pretendem assim evitar a queda do Governo, prometida por António Costa caso o Parlamento confirmasse a contabilização integral do tempo dos professores, aprovada na quinta-feira em comissão por todos os partidos, exceto o PS.

As explicações de Cristas

Cristas sublinha, como já tinha feito nos últimos dias, que "é mentira que o CDS tenha juntado os seus votos à esquerda para aprovar um pagamento de muitos milhões de euros por ano para os professores, pondo em causa as contas públicas".

A presidente do CDS assegura que o partido sempre defendeu que esse pagamento só poderia ser feito se estivessem reunidos, entre outros, os requisitos de crescimento económico e garantia de sustentabilidade financeira.

Lembra ainda que estas exigências do CDS foram chumbadas pelo PS e anuncia que o CDS vai exigir a votação destes requisitos em plenário, encontrando assim um caminho (idêntico ao que estaria a ser preparado no PSD) para por um fim à crise política aberta na quinta-feira.