País

Deputado Hugo Soares assume divergência com bancada do PSD na votação sobre professores

Afirma que não votou "contra pelas razões invocadas pelo PSD", mas sim porque é "contra a solução de princípio".

O ex-líder parlamentar do PSD Hugo Soares assumiu hoje a sua divergência com a sua bancada nos motivos da votação contra a reposição integral do tempo de serviço dos professores, assumindo que é contra o princípio.

À Lusa, depois da votação, na Assembleia da República, o deputado Hugo Soares afirmou que a sua declaração de voto terá "uma linha", em que quer deixar claro que não votou "contra pelas razões invocadas pelo PSD", mas sim porque é "contra a solução de princípio".

Na quinta-feira, numa reunião da bancada do PSD, segundo relatos feitos à Lusa, Hugo Soares acusou a direção do partido de querer "passar culpas" para o grupo parlamentar, dizendo que tal já aconteceu em anteriores ocasiões, até com o líder parlamentar, Fernando Negrão (quando a bancada foi acusada pela direção de votar à revelia um diploma do CDS sobre combustíveis).

Hugo Soares lamentou ainda que Negrão tenha parecido estar "ausente" deste processo e considerou que a gestão do diploma dos professores foi uma "borla" a António Costa, defendendo que o PSD nunca devia ter defendido a reposição do tempo de serviço congelado.

PSD, PS, CDS-PP chumbaram hoje, em votação final global, o texto proveniente da Comissão Parlamentar de Educação para a reposição integral do tempo de serviço dos professores, que teve o apoio do Bloco, PCP e PEV.

Com o resultado desta votação, em que o PAN optou pela abstenção, fica em vigor o decreto do Governo que recupera apenas dois anos, quatro meses e 18 dias do tempo de serviço (referente ao período entre 2011 e 2017) em que a carreira docente foi alvo de congelamento.

Lusa

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