País

Ainda faltam 22 meios aéreos para reforçar o combate aos incêndios

RODRIGO ANTUNES

Dos 60 meios aéreos previstos no dispositivo só estão disponíveis 27.

Os meios de combate a incêndios florestais vão ser reforçados a partir de hoje, mas dos 60 meios aéreos previsto no dispositivo só estão disponíveis 27, incluindo o helicóptero da Força Aérea para coordenação aérea.

Segundo a Diretiva Operacional Nacional (DON), que estabelece o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para este ano, os meios são reforçados hoje pela segunda vez este ano com o denominado "nível III", que termina a 30 de junho.

A DON indica, para este período, a operação de 60 meios aéreos, incluindo um helicóptero da Força Aérea que será ativado em caso de necessidade para coordenação aérea.

No entanto, só 26 meios aéreos, mais o da Força Aérea, vão estar operacionais a partir de hoje, juntando-se na segunda-feira outros 12 helicópteros, disse à agência Lusa o porta-voz da Força Aérea, tenente-coronel Manuel Costa.

Os meios aéreos que ainda não estão aptos a voar para a época de fogos são os três helicópteros ligeiros do Estado e as 35 aeronaves adicionais alugadas este ano.

O Tribunal de Contas já deu visto ao contrato para manutenção dos três helicópteros da frota do Estado, mas um dos concorrentes impugnou o concurso, o que trava o processo até que a Força Aérea consiga levantar o efeito suspensivo da medida.

Os restantes nove contratos do aluguer dos 35 meios aéreos aguardam visto do Tribunal de Contas.

Entretanto, o Governo fez ajuste diretos para a contratação de 16 meios aéreos, quatro dos quais estão disponíveis desde quinta-feira e os restantes vão estar operacionais na segunda-feira.

Durante este mês de junho, vão estar operacionais 2.081 equipas, 9.038 operacionais e 2.073 viaturas, segundo a DON.

Em relação ao mesmo período de 2018, junho vai ter mais 202 equipas, 851 elementos, 215 viaturas e se todos os meios aéreos estivessem disponíveis, seriam mais 12.

Integram o dispositivo elementos dos bombeiros voluntários, da Força Especial de Bombeiros, do Grupo de Intervenção Proteção e Socorro e do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da GNR, além dos sapadores florestais.

A partir de hoje, as corporações de bombeiros voluntários vão ter mais 41 Equipas de Intervenção Permanente (EIP), constituídas por cinco elementos que estão em permanência nos quartéis de bombeiros para ocorrer a qualquer situação de urgência e emergência registada no concelho.Com estas novas EIP, os bombeiros voluntários passam a ter 344 Equipas de Intervenção Permanente, compostas por 1.734 elementos profissionais.

No âmbito do DECIR está já em funcionamento, desde o dia 07 de maio, a Rede Nacional de Postos de Vigia, composta por 72 postos de vigia para prevenir e detetar incêndios.

O empenhamento de meios "nível III" entra em funcionamento numa altura em que a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil tem em vigor a aviso à população de elevado risco de incêndio.

Os meios de combate voltam a ser reforçados a 01 de julho, conhecida pela fase mais crítica de incêndios, sendo o período que mobiliza o maior dispositivo.

Lusa

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