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Balsemão considera que crise "não é de direita nem de esquerda" mas do sistema político

Militante número um do PSD foi questionado sobre a análise feita, na sexta-feira, pelo Presidente da República.

O militante número um do PSD, Francisco Pinto Balsemão, defendeu esta terça-feira que existe uma crise do sistema político, mas que esta não é "de direita, nem de esquerda", numa conferência ao lado do presidente do partido, Rui Rio.

Pinto Balsemão, que lidera o Conselho de Opinião da comissão para a reforma do sistema político e eleitoral do PSD, foi questionado sobre a análise feita, na sexta-feira, pelo Presidente da República de que "há uma forte possibilidade de haver uma crise na direita portuguesa nos próximos anos".

"A crise não é de direita, nem de esquerda, a crise é realmente de um sistema político que, em muitos aspetos - este é um deles -, está ultrapassado e precisa de conquistar o apoio popular e a vontade das pessoas de participarem e perceberem que a democracia é de longe o melhor sistema político em que podemos viver", respondeu o antigo primeiro-ministro.

No sábado, o líder do PSD, Rui Rio, já tinha discordado da análise do Presidente da República sobre a possibilidade de uma crise na direita portuguesa, considerando-a uma visão "otimista" e "superficial", e defendeu que a crise é "transversal" ao regime.

Pinto Balsemão apelou aos eleitores para que "não acreditem nem nos populismos de direita, nem de esquerda" e "não acreditem na meritrocracia como forma de substituir a democracia".

"Isso é que tem de ser o empenho de todos os partidos políticos. E o PSD, mais uma vez, pode e vai dar o exemplo", afirmou.

Lusa