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Militar que sofreu ferimentos graves na República Centro-Africana a caminho de Portugal 

Militar que sofreu ferimentos graves na República Centro-Africana a caminho de Portugal 

O militar português foi vítima de um acidente de viação e sofreu um traumatismo grave nas duas pernas.

O militar português que ficou ferido na República Centro-Africana, tem um traumatismo grave nas duas pernas. O carro onde seguia despistou-se e capotou, a 350 quilómetros da capital, Bangui. O militar está a caminho de Portugal, num voo da Força Aérea, confirmou à SIC fonte do Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA).

O acidente aconteceu enquanto realizavam um trajeto logístico junto à região de Bouar, situada a 350 quilómetros (km) a noroeste da capital do país, quando ocorreu o despiste e capotamento de uma das viaturas táticas ligeiras blindadas HMMWV, vulgarmente conhecidas por “Humvee”.

"O militar português está a ser transportado para Portugal num Falcon da Força Aérea que partiu hoje de manhã da República Centro-Africana. Quando chegar, o militar será transportado para o Hospital das Forças Armadas onde lhe será feita uma avaliação clínica", disse o comandante Pedro Coelho Dias, pelas 10:00.


Sobre o estado de saúde, o porta-voz do EMGFA, o comandante Pedro Coelho Dias, indicou que o militar não corre risco de vida, mas o seu estado é grave e estável.


O EMGFA informou na quinta-feira que um militar português ao serviço das Nações Unidas na RCA ficou ferido com gravidade devido a um acidente de viação. Em comunicado, o EMGFA indicou que o militar sofreu um traumatismo grave nas duas pernas.


O acidente aconteceu enquanto realizavam um trajeto logístico junto à região de Bouar, situada a 350 quilómetros (km) a noroeste da capital do país, quando ocorreu o despiste e capotamento de uma das viaturas táticas ligeiras blindadas HMMWV, vulgarmente conhecidas por "Humvee".


A nota refere que são ainda desconhecidas as causas do acidente, mas que "a forte precipitação que assola a região, bem como o estado altamente precário da rede viária, poderão ter contribuído para o despiste".


"A equipa de médicos portugueses desta Força Nacional Destacada está a acompanhar a evolução clínica do militar em estreita ligação com os médicos do Hospital das Forças Armadas em Portugal", avança o EMGFA.


O conflito neste país, com o tamanho da França e uma população que é menos de metade da portuguesa (4,6 milhões), já provocou 700 mil deslocados e 570 mil refugiados e colocou 2,5 milhões de pessoas a necessitarem de ajuda humanitária.


O Governo controla cerca de um quinto do território. O resto é dividido por mais de 15 milícias que procuram obter dinheiro através de raptos, extorsão, bloqueio de vias de comunicação, recursos minerais (diamantes e ouro, entre outros), roubo de gado e abate de elefantes para venda de marfim.


Portugal está presente na RCA desde o início de 2017, no quadro da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização na República Centro-Africana (MINUSCA), cujo 2.º comandante é o major-general do Exército Marco Serronha.


Portugal integra a MINUSCA, com a 5.ª Força Nacional Destacada (FND), e lidera a Missão Europeia de Treino Militar-República Centro-Africana (EUMT-RCA), que é comandada pelo brigadeiro-general Hermínio Teodoro Maio.

Com Lusa

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