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Centro de Estudos defende "avaliação rigorosa" às medidas do Governo em Pedrógão Grande

Armando Franca

O objetivo será o de perceber o resultado das alterações introduzidas no combate e na prevenção dos incêndios.

O Centro de Estudos e Intervenção em Proteção Civil defendeu hoje "uma avaliação rigorosa, técnica e política" sobre as alterações introduzidas no combate e na prevenção dos incêndios dois anos depois dos fogos de Pedrógão Grande.

Num comunicado hoje divulgado, quando se assinalam dois anos do incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande e provocou a morte a 66 pessoas, o Centro de Estudos e Intervenção em Proteção Civil (CEIPC) questiona quais "as lições aprendidas".

Este centro de estudos, liderado pelo ex-presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses Duarte Caldeira, refere que o Governo tomou várias decisões no domínio dos sistemas de proteção civil e de defesa da floresta contra incêndios, tendo alegado que seguiu em algumas delas as conclusões do relatório da Comissão Técnica Independente criada pela Assembleia da República para avaliação o fogo de Pedrógão Grande.

"Nesta data, dois anos depois, importa fazer uma avaliação rigorosa, técnica e política, sobre o resultado global das medidas adotadas nos dois sistemas em causa", precisa este organismo.

O CEIPC exigiu também aos partidos políticos candidatos às eleições legislativas para que " incorporem nos seus programas as temáticas do sistema de proteção civil e da defesa da floresta contra incêndios".

"Vai sendo tempo de tão relevantes matérias deixarem de ser ignoradas pelos partidos políticos em tempo de debate sobre os problemas que interessam verdadeiramente aos portugueses, nomeadamente no domínio das estruturas de proteção e socorro e da organização dos sistemas das quais as referidas estruturas são instrumentos operacionais, como é o caso dos corpos de bombeiros", salienta.

O incêndio que deflagrou há dois anos em Pedrógão Grande e que alastrou a concelhos vizinhos provocou a morte de 66 pessoas e 253 feridos, sete dos quais graves, e destruiu cerca de meio milhar de casas e 50 empresas.

Lusa.