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Advogados dos últimos moradores do prédio Coutinho autorizados a entrar no edifício

Para o local onde está instalado o edifício está prevista a construção do novo mercado municipal da cidade.

Os advogados dos últimos moradores do prédio Coutinho, em Viana do Castelo, tiveram na tarde desta sexta-feira autorização da VianaPolis para entrar no edifício, para reunirem-se com os seus constituintes, depois de o acesso lhes ter sido vedado de manhã.

Os dois mandatário reuniram-se na sede da VianaPolis com o presidente da Câmara de Viana do Castelo, depois de José Maria Costa ter entrado pela primeira vez no edifício, desde segunda-feira, para tentar chegar a acordo com os últimos moradores.

Após a reunião, os advogados entraram no bloco nascente do Edifício Jardim, mais conhecido por prédio Coutinho, onde ainda se encontram três moradores que ocupam duas frações.

A seguir, os advogados irão para o bloco poente, a fim de se reunirem com seis moradores de quatro frações.Um dos advogados dos últimos nove moradores do prédio Coutinho, em Viana do Castelo, foi hoje impedido de entrar no edifício por agentes da PSP e pela segurança privada contratada para o local pela VianaPolis.

Depois de ter sido impedido duas vezes de entrar no edifício, Magalhães Sant'Ana afirmou aos jornalistas que vai apresentar uma queixa na Ordem dos Advogados por ter sido "impedido de exercer o mandato".

O Conselho Regional do Porto da Ordem dos Advogados já disse ser "intolerável" que advogados sejam impedidos de contactar com os constituintes.

A Sociedade VianaPolis iniciou cerca das 08:30 de hoje os trabalhos de desconstrução das frações desocupadas no prédio Coutinho, em Viana do Castelo, sendo que no interior do edifício permanecem nove moradores que se recusam a entregar seis habitações.

O Edifício Jardim, localmente conhecido como prédio Coutinho, tem desconstrução prevista desde 2000, ao abrigo do programa Polis, mas a batalha judicial iniciada pelos moradores travou aquele projeto iniciado quando era António Guterres primeiro-ministro e José Sócrates ministro do Ambiente.

Para o local onde está instalado o edifício está prevista a construção do novo mercado municipal da cidade.

A ação de despejo dos últimos moradores no prédio estava prevista cumprir-se às 09:00 de segunda-feira, na sequência de uma decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, de abril, que declarou improcedente a providência cautelar movida pelos moradores em março de 2018.

Lusa

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