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Aeroespacial lidera médias no Ensino Superior, dois cursos de Medicina fora do top 20

(Arquivo)

© Jose Manuel Ribeiro / Reuters

Os cursos de engenharia marcam cada vez mais presença no topo desta tabela.

Engenharia Aeroespacial, no Instituto Superior Técnico (IST), da Universidade de Lisboa, recuperou a liderança na lista das médias mais altas de entrada no ensino superior público, e dois cursos de Medicina ficam fora das 20 médias mais elevadas.

Depois de um ano de interrupção, por um caso caricato em que o único colocado em Engenharia Civil na Universidade da Madeira catapultou a instituição para a liderança das médias mais altas em 2018, Engenharia Aeroespacial recupera "o título" de curso com a média de entrada mais elevada, com um registo de 18,95 valores.

Os dados oficiais este domingo divulgados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) mostram que os cursos de engenharia marcam cada vez mais presença no topo desta tabela, remetendo dois dos sete cursos de Medicina para fora do 'top 20' das médias mais altas.

A Engenharia Aeroespacial sucedem-se Engenharia Física Tecnológica, também no IST, com um registo de 18,88 valores no último colocado e Bioengenharia, na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, com um registo de 18,65 valores.

Entre os cursos de Medicina é o do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, da Universidade do Porto, que regista a nota mais alta, com 18,5 valores, a quinta nota de acesso ao ensino superior mais elevada na primeira fase do concurso nacional deste ano.

Entre os cursos que este ano deixaram dois cursos de Medicina abaixo das 20 notas de entrada mais altas estão várias engenharias das universidades de Lisboa, Porto e Minho, mas também do Politécnico do Porto, Arquitetura no Porto, Gestão na Nova de Lisboa e no Porto a até um curso da área de Letras, como foi o caso de Línguas e Relações Internacionais na Universidade do Porto.

Todos estes cursos tiveram notas dos últimos colocados superiores a 17,5 valores e nenhum deixou vagas por preencher.

Em mais de mil cursos há 702 que já não têm qualquer vaga disponível para a segunda fase do concurso nacional de acesso, há 38 que não tiveram qualquer aluno colocado, maioritariamente em politécnicos no interior do país, e 128 com menos de 10 alunos colocados.

O número de colocados na primeira fase do Concurso Bacional de Acesso (CNA) ao ensino superior aumentou para os 44.500 estudantes, 1,2% acima de 2018, revelam os dados oficiais que indicam ainda que mais de metade entrou na sua primeira opção.

Os resultados da primeira fase do CNA estão desde hoje disponíveis na página da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES).

Os candidatos puderam concorrer a 1.087 cursos nas universidades e politécnicos públicos.

A segunda fase de candidaturas decorre entre 09 e 20 de setembro e os resultados são divulgados a 26 de setembro.

Lusa

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