País

António Costa e Elisa Ferreira iniciam em Bruxelas "ótima colaboração"

TIAGO PETINGA

António Costa participa até sexta-feira no Conselho Europeu.

O primeiro-ministro, António Costa, e a comissária europeia Elisa Ferreira, reuniram-se esta quinta-feira pela primeira vez, em Bruxelas, afirmando-se ambos absolutamente convictos de que este é o início de "ótima colaboração".

"Queria obviamente aproveitar esta primeira reunião do Conselho Europeu após a eleição da nova Comissão para ter uma reunião com a senhora comissária Elisa Ferreira [...], com quem seguramente vamos trabalhar muitíssimo bem", declarou o chefe de Governo, à chegada à sede do executivo comunitário.

Costa, que se encontra em Bruxelas para participar numa cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia, comentou que, "obviamente, os comissários não estão na Comissão a representar os seus países, mas também não deixam de ser originários dos países de que são", sendo de resto isso "o que faz a riqueza da União".

A seu lado, a comissária europeia responsável pela Coesão e Reformas afirmou-se também "segura" de que o trabalho conjunto que vai ser desenvolvido a partir de agora será "profícuo" e observou que "não há divergência" entre a defesa do interesse nacional e a defesa do interesse europeu.

"Vamos naturalmente ter uma ótima colaboração durante o período que se vai seguir [...]. O meu antecessor, o engenheiro Carlos Moedas, foi de facto um ótimo comissário, e da minha parte tentarei dar o mesmo nível de qualidade ao nosso relacionamento e à defesa do interesse europeu, que é também o interesse nacional, porque não há divergência entre os dois", declarou Elisa Ferreira, que iniciou funções na Comissão de Ursula von der Leyen a 1 de dezembro.

Antes de participar numa cimeira que será dominada pela discussão sobre o futuro Quadro Financeiro Plurianual, o orçamento da União para 2021-2027, Costa reafirmou que os 27 devem acordar um orçamento à altura das ambições da UE, manifestando novamente a sua oposição aos cortes previstos, designadamente na política de coesão.

"Bem, eu acho que é uma questão do estrito interesse nacional e do interesse da Europa. A Europa não ganha nada em ter um orçamento que esteja abaixo das responsabilidades que os Estados-membros têm confiado à União Europeia", declarou.

O primeiro-ministro apontou que "os Estados-membros querem que a União Europeia seja mais ativa na segurança, na defesa, na cooperação com o continente africano, na gestão das migrações, na investigação e desenvolvimento, na transição para a sociedade digital, no combate às alterações climáticas, no reforço da coesão, assegurar uma política agrícola que assegure a nossa segurança alimentar e a qualidade dos nossos alimentos".

"Os Estados europeus querem tudo isso da UE. Bom, temos de dar à UE os recursos necessários para que possa cumprir a sua missão [...] Temos que ser coerentes com o mandato que atribuímos à UE. Agora aprovámos uma nova agenda estratégica cheia de ambição, e agora não podemos ter um orçamento que não corresponda a essa ambição. Acho que isso é não só do interesse de Portugal com tenho a certeza que é do interesse do conjunto da Europa", concluiu.

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