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Falhas na gravação obrigam Maximiano e Wendel a repetirem testemunho 

O julgamento da invasão à academia "leonina", em 15 de maio de 2018, decorre no Tribunal de Monsanto, em Lisboa, com 44 arguidos.

O guarda-redes Luís Maximiano e o médio Wendel vão voltar a testemunhar na quarta-feira no âmbito do processo do ataque à Academia de futebol do Sporting, em Alcochete, devido a falhas na gravação da videoconferência.


Luís Maximiano e Wendel foram ouvidos em 9 de dezembro de 2019, mas os registos ficaram com falhas, disse hoje à Lusa advogados envolvidos no processo.


Os dois futebolistas vão voltar ao tribunal do Montijo na quarta-feira durante a tarde, depois de serem ouvidos, mas durante a manhã em Monsanto, João Reis, roupeiro, e Hugo Fontes, fisioterapeuta.


Para sexta-feira, está prevista a audição de João Rolan, do 'staff' do clube, durante a manhã, e do ex-futebolista italiano do clube Cristiano Piccini, que atualmente alinha no Valência, na sessão da tarde. Lumor vai ser ouvido no dia 22, depois do militar da GNR Nuno Pereira.


O processo, que está a ser julgado no Tribunal de Monsanto, em Lisboa, tem 44 arguidos, acusados da coautoria de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.


Bruno de Carvalho, à data presidente do clube, 'Mustafá', líder da Juventude Leonina, e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos do Sporting, estão acusados, como autores morais, de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.


Os três arguidos respondem ainda por um crime de detenção de arma proibida agravado e 'Mustafá' também por um crime de tráfico de estupefacientes.