Um grupo de pais das crianças seguidas no Kastelo diz que em causa estão interesses políticos e defendem a diretora técnica. A inspeção da Entidade Reguladora da Saúde (ERS), realizada em dezembro do ano passado detetou problemas, por exemplo, no registo e administração da medicação, na gestão de resíduos hospitalares, na desinfeção de dispositivos médicos e no controlo e prevenção de infeções.
As denúncias feitas ao regulador e ao Ministério Público relatam casos de negligência e maus tratos às crianças e abuso de poder por parte da direção da unidade pediátrica.
Depois da inspeção, a ERS recomendou a suspensão da autoridade de funcionamento do Kastelo. A unidade tem agora um prazo para retificar as inconformidades.
A Entidade Reguladora da Saúde não esclarece quando é que haverá uma decisão final sobre este processo, que está em fase de deliberação e não implica alterações no normal funcionamento da unidade.
A Administração Regional de Saúde do Norte está a acompanhar o caso. A Enfermeira Teresa Tavares recusou o pedido de entrevista da SIC mas adianta que as irregularidades estão retificadas. Quanto à queixa apresentada ao Ministério Público, diz que está a ser alvo de mentiras e que não conhece o conteúdo do documento.
