Primeiro foi dado como desaparecido, depois foi confirmado que afinal o tio de Juan Guaidó foi detido no aeroporto na chegada a Caracas, na terça-feira por alegadamente transportar explosivos.
A viagem foi feita por um avião fretado pela TAP, o que levou o presidente da Assembleia Constituinte a apontar o dedo à companhia aérea portuguesa e ao Governo. Diz que ambos ajudaram Juan José Márquez a introduzir o material perigoso na Venezuela.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros Português diz que as acusações não fazem sentido e acrescentou: "A posição de Portugal e da União Europeia é simples: a gravíssima crise que se vive na Venezuela e que afeta quase um milhão de venezuelanos também com nacionalidade europeia não se resolve com intimidações e detenções arbitrárias"
A SIC contactou a ANA Aeroportos que também rejeitou as acusações e disse que nos aeroportos nacionais são cumpridos os regulamentos europeus de segurança em aviação civil.
A família e os advogados do tio de Juan Guaidó negaram as acusações feitas pelo governo de Nicolás Maduro e acusaram as autoridades de manter Juan Marquez ilegalmente detido. Juan Marquez está agora acusado de terrorismo.
A oposição venezuelana afirma que as provas foram plantadas.