A companhia aérea portuguesa não compreende a suspensão das operações. Diz que nem teve hipótese para se defender. O Governo de Nicolás Maduro acusa a TAP de ter permitido que o tio do líder da oposição, Juan Guaidó, transportasse explosivos dentro do avião, fretado pela companhia, que o levou de Lisboa para Caracas.
Diosdado Cabello, Presidente da Assembleia Nacional venezuelana diz que a suspensão dos voos "é o mínimo" que a Venezuela podia fazer. Acrescenta que a " companhia aérea violou os regulamentos de segurança e converteu-se num atentado contra a segurança do nosso país". Mesmo assim, a TAP volta a garantir que cumpre todos os requisitos legais de segurança.
Mas para o presidente da Assembleia Nacional só a diplomacia pode resolver o conflito: "Os mecanismos são claros (...) que se comuniquem com o ministro de Relações Exteriores, Jorge Arreaza. Ele é o único ministro de Relações Exteriores da Venezuela que os pode atender".
Apesar de não ter qualquer indício de irregularidades no voo mencionado pela Venezuela, o Governo português já pediu um inquérito para averiguar a veracidade das acusações.
