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Caso EDP. Mexia e Manso Neto pedem afastamento do juiz Carlos Alexandre

Notícia SIC

O presidente da EDP, António Mexia (C), ladeado por Manso Neto (E) e Miguel Stilwell Andrade, durante a assembleia-geral de acionistas da EDP, em Lisboa, a 24 de abril de 2019

ANTÓNIO COTRIM

Diogo Torres

Diogo Torres

Jornalista

Defesas falam de sinais que apontam para concertação entre o Ministério Público e o juiz para aplicar novas medidas de coação.

As defesas de António Mexia e João Manso Neto, presidentes executivos da EDP e da EDP Renováveis, pediram o afastamento do juiz Carlos Alexandre do processo que investiga as alegadas rendas excessivas da EDP.

Ao que a SIC apurou, no documento que fez chegar ao Tribunal da Relação de Lisboa, as defesas falam da existência de sinais que apontam para uma concertação entre o Ministério Público e o juiz para aplicar novas medidas de coação aos dois arguidos.

As defesas indicam, também, a existência de documentos que sugerem que o juiz Carlos Alexandre pediu ao Conselho Superior da Magistratura para ficar com os processos que estavam distribuídos ao juiz Ivo Rosa, como o processo EDP.

A EDP remete explicações para a defesa de António Mexia e João Manso Neto que confirma, à SIC, o pedido de recusa, mas não o comenta.

Os interrogatórios a Mexia e Manso Neto, marcados para 2 e 3 de junho, ficaram sem efeito até que o Tribunal da Relação decida sobre o pedido de afastamento.

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