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Oitavo arguido no caso Giovani acusado por esconder arma do crime

Três arguidos encontram-se em prisão preventiva e quatro estão em casa com vigilância eletrónica.

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O Ministério Público acusou esta segunda-feira sete arguidos - com idades entre os 22 e 25 anos - pela autoria da morte de Luís Giovani, estudante cabo-verdiano vítima de espancamento à saída de um bar de Bragança, em dezembro de 2019.

Há ainda uma oitava pessoa acusada, mas por ter escondido a principal arma do crime, um pau com moca na extremidade.

O crime

De acordo com a acusação, o desentendimento começou no bar entre dois indivíduos e quatro jovens cabo-verdianos por suporem que estavam a assediar as namoradas.

Os seguranças do bar terminaram com o confronto, mas já no exterior os jovens cabo-verdianos dirigiram-se a um dos arguidos para esclarecer a situação. Nesse momento, juntaram-se os outros seis arguidos que se envolveram em agressões com os quatro jovens cabo-verdianos.

Três conseguiram entretanto fugir, mas Luís Giovani foi cercado pelos sete arguidos sendo agredido por todos, nomeadamente na cabeça, com pontapés, murros e pancadas desferidas por paus, pela parte metálica de um cinto e por uma soqueira.

O jovem acabaria por ser encontrado inconsciente no chão uns metros mais à frente. Entrou em coma no hospital com traumatismo crânio-encefálico e viria a morrer 10 dias depois.