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Escolas asseguram refeições a 30 mil alunos durante o mês de julho

JOSÉ COELHO

O ministro da Educação anunciou que conjunto de escolas vai permanecer aberto até ao final de julho.

Um conjunto de escolas vai permanecer aberto até ao final de julho para garantir refeições a cerca de 30 mil alunos mais carenciados, anunciou esta terça-feira o ministro da Educação no parlamento.

"Estamos a providenciar refeições a quase 30 mil alunos até ao final de julho", anunciou Tiago Brandão Rodrigues, durante uma audição na comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto, para falar sobre o ano que terminou, mas também sobre como será o próximo ano letivo.

Numa declaração inicial, o ministro saudou o trabalho de todos os profissionais das escolas durante um período de incerteza como a pandemia de Covid-19, reconhecendo que "é preciso fazer mais".

Tiago Brandão Rodrigues lembrou como nos últimos três meses de aulas à distância as escolas tentaram reduzir as desigualdades sociais, numa altura em que essas desigualdades "foram mais evidentes".

"É preciso fazer um balanço para perceber o tamanho do estrago"

A audição começou com a declaração do deputado do PS Porfírio Silva, que lembrou a "extraordinária resposta da Escola Pública" durante a pandemia de Covid-19, sublinhando que resultou do trabalho de todos os que ali trabalham.

"Houve muita gente a querer abortar a Escola Pública", criticou o deputado socialista, reconhecendo que "as dificuldades se agravaram" durante o período em que as escolas estiveram encerradas e o ensino se fez à distância, nomeadamente entre os alunos mais desfavorecidos. "Não somos utópicos do ensino à distância", voltou a reafirmar Porfírio Silva, que lembrou que este tipo de aulas é apenas uma ferramenta que não substitui o ensino presencial.

Já a deputada do Bloco de Esquerda (BE), Joana Mortágua, lembra que "é preciso fazer um balanço para perceber o tamanho do estrago".

Perceber quantas crianças ficaram de fora, quantas não conseguiram acompanhar as aulas, e qual o real risco do abandono escolar foram alguns dos alertas deixados pela deputada do BE, que questionou o ministro sobre "qual será o cenário do regresso às aulas" em setembro.

Para o PS, não haver aulas à distância "teria sido muito pior para aqueles que estão sempre piores em qualquer situação, que são os mais desfavorecidos".

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