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Passageiros impedidos de voar para Angola, apesar de testes negativos à Covid-19

Desde março que a TAP cancela voos de Lisboa para Luanda. Passageiros afetados dizem não ter sítio onde ficar nem dinheiro para comer.

A decisão do Governo angolano de prolongar o encerramento do espaço aéreo apanhou a TAP de surpresa e obrigou a companhia a cancelar voos comerciais agendados para agosto e setembro. Os sucessivos cancelamentos têm enfurecido os passageiros.

Alguns estão há vários meses à espera de conseguir voar para Angola e queixam-se de que a companhia não ajuda com as despesas. Há quem esteja a passar fome e não tenha sítio onde ficar enquanto espera pela retoma das ligações aéreas.

Em comunicado, a TAP esclarece que a única forma de voar para Angola, de momento, é através de voos de repatriamento. No entanto, é necessária uma autorização do governo angolano, sem a qual não se pode embarcar.

Esta terça-feira, cerca de 30 pessoas viram-se impedidas de apanhar um voo de repatriamento entre Lisboa e Luanda, operado pela TAP, por não terem o documento necessário.

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