País

Portugal e Espanha afastam novo fecho de fronteiras devido à covid-19

ESTELA SILVA

O primeiro-ministro português, António Costa, afirmou que não se justifica encerrar as fronteiras.

Os chefes dos governos de Portugal e Espanha afastaram hoje a possibilidade de um novo encerramento das fronteiras, sublinhando a necessidade de mais responsabilidade individual no combate à pandemia covid-19.

O primeiro-ministro português, António Costa, afirmou que não se justifica encerrar as fronteiras e defendeu, na conferência final da Cimeira Lusa-Espanhola, na Guarda, que atualmente o que se exige é "mais responsabilidade individual".

"Não contemplamos em absoluto o fecho das fronteiras", disse também o presidente do governo de Espanha, Pedro Sánchez, clarificando que as medidas que vierem a ser tomadas serão em conjunto com Portugal e os restantes estados membro da União Europeia.

Presidente da República diz que país deve evitar fecho da fronteira

O Presidente da República defendeu este sábado o país deve evitar o encerramento da fronteira com Espanha e com outros parceiros europeus, considerando que só é possível "combater a pandemia" com um esforço comum de todos os países.

"Era muito importante não fechar fronteiras, nem com a Espanha, nem com os nossos parceiros europeus, mesmos que os parceiros europeus, os que o foram até há pouco tempo, fechem fronteiras portuguesas", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

MANUEL FERNANDO ARAÚJO

O Presidente da República, que falava aos jornalistas à margem de uma audiência, no Porto, com a Federação Portuguesa de Ciclismo e na qual esteve presente o vencedor da Volta a Portugal Edição Especial, Amaro Antunes, reforçou que a intenção deve ser a de "evitar o encerramento de fronteiras", principalmente com Espanha.

"Desde que [as fronteiras] foram reabertas, e eu estive no momento de reabertura com o Rei Filipe VI e também com o primeiro-ministro português e o presidente do Governo espanhol, que se tornou clara a firme vontade dos dois povos de não voltar a encerrar e de enfrentar os tempos que já sabíamos que iam ser difíceis", observou.

Marcelo Rebelo de Sousa defendeu ainda que só será possível "combater a pandemia e outras realidades semelhantes" através do esforço conjunto dos países da União Europeia e do esforço multilateral de todos os países do mundo.

"Portugal manteve sempre essa abertura como um exemplo de procura de soluções comuns e não de fechamento, egoísmo, isolamento, que não nos leva a sítio nenhum. Só é possível combater a pandemia e outras realidades semelhantes existindo um esforço comum dos países da União Europeia e multilateralmente dos países do mundo", afirmou.

Início do encontro marcado por protestos

O encontro entre os dois chefes de Governo começou com alguns minutos de atraso devido ao forte nevoeiro e ao som de protestos contra a central nuclear de Almaraz e o pagamento de portagens nas autoestradas.