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Médico confirma em tribunal que Giovani morreu de traumatismo crânio-encefálico

Os sete arguidos declararam-se inocentes e acusaram-se mutuamente.

Na quinta sessão do julgamento do caso Giovani, o médico responsável pela realização da autópsia confirmou que o jovem cabo-verdiano foi vítima de um traumatismo crânio-encefálico, mas não conclui se foi provado pelas agressões ou por queda acidental.

Os sete arguidos acusados da morte de Luís Giovani foram ouvidos ao longo das primeiras sessões do julgamento. Todos se declararam inocentes acusando-se mutuamente, de forma pouco concreta, das agressões ao jovem cabo-verdiano e aos três colegas que o acompanhavam.

Na sessão desta terça-feira, Bruno Fará, um dos acusados mais visados, pediu para voltar a falar e apontou, de forma mais precisa, dois dos outros arguidos como os principais agressores do estudante.

Esta quarta-feira de manhã foi a vez de ouvir o médico responsável pelo relatório da autópsia: confirmou que a morte de Giovani se deveu a um traumatismo crânio-encefálico. Contudo, não há certeza que tenha sido provocado ou acidental.

Com base nessa incerteza, a Defesa vai tentar demonstrar que Luís Giovani não morreu devido às agressões de que foi alvo, como acusa o Ministério Público, mas sim de uma queda acidental que deu na escadaria do local onde ocorreu a rixa.

Os arguidos estão também a ser julgados pelos crimes de ofensa à integridade física cometida contra os três colegas cabo-verdianos que acompanhava Giovani. O conjunto da indemnização pedida por esses queixosos e pela família da vítima ronda os 300 mil euros.